Longe da ideia romântica da ficção científica, onde máquinas lutam para dominar os humanos, o homem continua a inspirar-se no cérebro para o desenvolvimento da IA. Daí a necessidade de criar uma IA responsável. E a entrevista desta semana com Paulo Dimas, líder do Centro para a IA Responsável, fala dos quatro pilares fundamentais e toca - a meu ver - em duas questões essenciais neste domínio. A primeira ideia - e que nos chega em sinal de alerta - é a de uma corrida que se adivinha ao “armamento energético”, com o nuclear a apresentar-se como solução para alimentar o gigantesco consumo energético da IA. E daqui resulta a segunda ideia - num princípio de sustentabilidade -, em contraponto, que defende que o cérebro humano pode conter a chave para uma redução drástica destes consumos de energia, uma vez que, quando inferimos, o cérebro tem um consumo baixíssimo de energia. O problema é descobrir como replicar esse funcionamento, mas eu diria que dele não podemos fugir.