Ana Maria Vital foi a primeira
comerciante a celebrar o acordo com o Recheio, do Grupo Jerónimo
Martins, e a abrir uma loja "Amanhecer", situada em Viana do
Castelo. Numa frase resume a experiência: "foi como ganhar o
totoloto".
Comerciante há 32 anos, Ana Maria
Vital começou a ver a sua loja a ficar antiquada, a perder clientes
e a não saber como dar a volta à concorrência.
"Era cliente do
Recheio, onde me abastecia para a minha loja e a determinada altura
fizeram-me a proposta para um novo conceito de loja, a Amanhecer.
Ponderadas todas as questões nem hesitei, até porque não é um
franchising, a loja continua a ser minha e não pago royalties".
Em mês e meio a velha
mercearia ganhou outra cor e outra vida. "Fechei a 31 de dezembro e
reabir a 13 de fevereiro, depois de fazer as obras".
As obras
ficaram a cargo da proprietária, "O Recheio comparticipou com
alguma coisa, mas a loja é minha e posso sempre alterar tudo". A
única contrapartida "é comprar 70% dos produtos que vendo ao
Recheio".
Para Ana Maria Vital essa
contrapartida é "uma vantagem, porque são produtos de qualidade,
e existe muita entreajuda entre as lojas Amanhecer e o Recheio, por
exemplo, este ano estão a fazer promoções quinzenais para as lojas
Amanhecer". Ou seja, de quinze em quinze dias, o Recheio edita um
jornal onde estão todas as promoções, "o Recheio determina o
preço com uma margem mais pequena de lucro, que nos permite
concorrer com as grandes superfícies, que no meu caso, o meu
concorrente mais direto era o Pingo Doce".
Além dos preços, esta
comerciante fala da facilidade que tem em fazer as compras. "Continuo
a ter o meu contabilista, mas como as faturas são descarregadas
automaticamente, o trabalho de contabilidade está 50% feito".
Por
outro lado, acrescenta, "já não tenho que ir às compras, faço a
encomenda pela internet e recebo os produtos, mesmo os frescos quase
todos os dias. Tinha uma carrinha e até a vendi, porque já não
preciso".
Quanto aos clientes,
"ficaram muito satisfeitos, reagiram muito bem, afinal não perdem
muito tempo em filas, e têm todos os produtos essenciais à porta de
casa e a bons preços".
Para Ana Maria Vital, a
aposta que fez há três anos "valeu a pena".