ANI espera “contributo valioso” da estratégia para semicondutores

Para o presidente da ANI, o European Chips Act, iniciativa europeia para impulsionar a competitividade e resiliência da União Europeia em matéria de semicondutores, vai permitir impulsionar a autonomia tecnológica, criar mais valor e a reduzir a dependência de países terceiros.
ANI espera “contributo valioso” da estratégia para semicondutores
Rita Chantre / Global Imagens
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O presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), António Grilo, defendeu hoje, em Lisboa, que a estratégia nacional para os semicondutores dará um “contributo valioso” para a competitividade da economia de Portugal.

“Estou convicto de que esta estratégia dará um contributo valioso […] para tornar a economia nacional mais competitiva”, afirmou António Grilo, que falava na apresentação da Estratégia Nacional para os Semicondutores, que decorre no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Para o presidente da ANI, o ‘European Chips Act’, iniciativa europeia para impulsionar a competitividade e resiliência da União Europeia em matéria de semicondutores, vai permitir impulsionar a autonomia tecnológica, criar mais valor e a reduzir a dependência de países terceiros.

Conforme sublinhou, a investigação e a inovação são fatores-chave para a criação de valor, bem como a colaboração “com os melhores, a nível nacional e internacional”.

De acordo com os dados citados por este responsável, desde 2021 e até hoje, Portugal captou cerca de 800 milhões de euros de financiamento no âmbito do Horizonte Europa, programa para a investigação e inovação.

“As entidades nacionais participam em 1.300 projetos e coordenam 300. Um em cada cinco projetos submetidos terá oportunidade de ter financiamento no Horizonte Europa”, acrescentou.

António Grilo, que deixou uma mensagem de agradecimento à ministra da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, destacou também o compromisso da ANI e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) na implementação da estratégia, ao criarem condições para que os ‘stakeholders’ (partes interessadas) possam participar e “ter uma presença ativa” nas oportunidades do Horizonte Europa.

Por sua vez, a presidente da FCT, Madalena Alves, lembrou a “importância estratégica” dos semicondutores para o desenvolvimento de novos materiais, dispositivos tecnológicos e aplicações digitais.

“Os semicondutores estão presentes em, praticamente, todos os equipamentos tecnológicos modernos”, vincou.

Para esta sessão de abertura estava também prevista a intervenção do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, que não está presente.

Em dezembro de 2023, o Governo aprovou a Estratégia Nacional para os Semicondutores, em que estabelece os "objetivos e eixos estratégicos" para promover o crescimento do setor em Portugal e maximizar a participação portuguesa na lei europeia dos 'chips'.

De acordo com um comunicado do Conselho de Ministros, tal irá potenciar "novas oportunidades de cooperação institucional, industrial e de investigação" e contribuir para "o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e competitivas no mercado internacional".

No dia 21 de setembro do mesmo ano, entrou em vigor na União Europeia (UE) o regulamento europeu para impulsionar o setor dos semicondutores, o qual visa garantir a segurança do aprovisionamento e reforçar o investimento, num apoio de 3,3 mil milhões de euros em fundos comunitários.

Um dos principais âmbitos da nova lei europeia visa a transferência de conhecimentos dos laboratórios para as fábricas, colmatando o fosso entre a investigação e a inovação e as atividades industriais e promovendo a exploração industrial de tecnologias inovadoras pelas empresas europeias.

Semicondutores são a designação corrente para os circuitos integrados que permitem que os dispositivos eletrónicos que utilizamos, sejam telemóveis, micro-ondas ou elevadores, processem, armazenem e transmitam dados, fazendo parte de quase todos os objetos à nossa volta.

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