Câmara de Lisboa na mira de projeto europeu para reduzir consumo energético

Por ano, o edifício da CML do Campo Grande, com 55.000 metros quadrados, regista um consumo médio de 3,2 GWh.
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Qual é o maior consumidor de energia elétrica de todo o município de Lisboa? A resposta está no número 25 do Campo Grande, edifício de serviços da Câmara Municipal de Lisboa, onde trabalham diariamente cerca de 2.000 pessoas e onde são carregados 60 veículos elétricos que fazem parte da frota municipal, em duas estações de carregamento com um total de 60 pontos de recarga. Por ano, este edifício com 55.000 metros quadrados regista um consumo médio de 3,2 GWh.

É precisamente com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica deste edifício da Câmara Municipal de Lisboa que irá decorrer até ao final de 2020 o projeto pioneiro a nível europeu inteGRIDy. O trabalho desenvolvido neste projeto-piloto em Portugal será partilhado pela Lisboa E-Nova - Agência de Energia e Ambiente de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, Virtual Power Solutions, PH Energia e Energia Simples.

O projeto inteGRIDy - Integrated Smart GRID Cross-Functional Solutions for Optimized Synergetic Energy Distribution, Utilization & Storage Technologies terá a duração de quatro anos e insere-se no Programa H2020 com a participação de 30 parceiros europeus, com o objetivo de desenvolver uma plataforma que permita facilitar e otimizar as operações numa rede de distribuição recorrendo a tecnologias de armazenamento de energia e a fontes de energia renovável.

Para tal, serão estudados 10 exemplos de aplicação de pequena escala (edifícios) e grande escala (cidade/região), em oito países europeus.

Em Lisboa, no Edifício Municipal de serviços do Campo Grande, será desenvolvido o caso de estudo de Portugal. Este projeto-piloto pretende perceber e avaliar o impacto que a instalação de painéis solares fotovoltaicos, carregamentos de veículos elétricos e armazenamento de energia em tanques de gelo terão nos consumos do edifício, integrando-os num sistema virtual inteligente que permita a gestão eficiente dos mesmos.

A Lisboa E-Nova vai gerir o caso de estudo português contando com a colaboração da Virtual Power Solutions na vertente tecnológica, da Energia Simples (comercializador de energia elétrica) no input do sistema elétrico nacional e na modelação de sistemas com aplicação de tarifas dinâmicas, e da Universidade Católica Portuguesa na análise de modelos de negócio que poderão ser implementados com o piloto.

O caso de estudo terá ainda o apoio e a colaboração externa da Câmara Municipal de Lisboa, proprietária do edifício, e da Galp, que permitirá a análise dos dados de produção fotovoltaica no campo solar da Universidade de Lisboa.

Na prática, e com o objetivo principal de reduzir o consumo de energia elétrica do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, serão implementados sistemas de previsão de energia produzida por uma central fotovoltaica, de modo a gerar mais eletricidade, ao mesmo tempo, que reduz a carga da rede.

Por outro lado, serão integradas tarifas dinâmicas e na resposta à procura serão usados bancos de gelo para armazenar frio ou agendar períodos de carregamento de veículos elétricos, de modo a combinar com os períodos de preços mais baixos da tarifa dinâmica.

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