A Sociedade de Jogos de Macau, empresa de jogo fundada por Stanley Ho, foi a única companhia a registar uma quota anual acima dos 20% em 2012 e manteve-se líder destacada do setor na cidade.
Dados compilados pela agência Lusa junto de operadores locais dão conta que Stanley Ho, depois de em dezembro ter registado uma quota de mercado ligeiramente acima dos 20%, registou nos 12 meses de 2012 uma quota ligeiramente acima dos 26,5%, mais de sete pontos percentuais acima da concorrência.
Os segundo e terceiro lugares da tabela de operadores, numa "luta" entre a Sands China, do magnata norte-americano Sheldon Adelson, e a Galaxy Resorts, dominada pelo empresário Lui Che Woo, magnata de Hong Kong, ficaram, em termos anuais, separados por uma décima percentual na casa dos 19%, mas com vantagem para o empresário da antiga colónia britânica.
No entanto, em dezembro, a Sands China foi claramente superior à Galaxy Resorts ao conquistar cerca de 21%, contra pouco mais de 18%.
A segunda metade do ranking anual de operadores de jogo foi ocupada pela Melco/Crown, que conta com uma participação de Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, no quarto lugar com uma quota de cerca de 13,5%, uma média idêntica à que tem registado ao longo dos últimos meses.
O quinto posto em termos anuais foi ocupado pela Wynn Resorts com quase 12%, bem acima da quota registada em dezembro, mas que demonstra uma perda de peso da empresa no setor do jogo.
A Wynn Resorts foi também a única empresa do mercado a perder dinheiro entre 2011 e 2012, num encaixe inferior em cerca de mil milhões de patacas (94,27 milhões de patacas).
O último lugar da tabela de operadores, num quadro que poderá mudar em 2013, foi ocupado pela MGM Macau, liderada por Pansy Ho, também filha de Stanley Ho, que fechou 2012 com cerca de 10% de quota.
De salientar que todos os operadores de Macau encerraram 2012 com receitas superiores a 30.000 milhões de patacas (2.829,1 milhões de euros) e que os três principais operadores são responsáveis por quase 65% das receitas dos casinos.
A administração de Macau cobra um imposto direto de 35% sobre as receitas brutas do setor do jogo, o que traduz em 2012 um encaixe de 106.750 milhões de patacas (10.072 milhões de euros), verba que não é totalmente contabilizada no orçamento do corrente ano dado que os impostos de um mês são pagos no mês seguinte e em termos fiscais os impostos do jogo são contabilizados de dezembro de um ano até novembro do ano seguinte.
Além do imposto direto de 35%, a administração cobra ainda um imposto indireto de 4% para, entre outros, fins sociais e de promoção turística, valor que este ano tem um resultado de 12.200 milhões de patacas (1.151 milhões de euros).
Anualmente, os seis operadores são ainda obrigados a pagar uma licença de exploração e uma taxa por cada mesa e cada 'slot machine' que possuem nos seus casinos, sendo que no final de setembro estavam contabilizadas em 5.497 mesas e 17.029 'slot machines' espalhadas pelos 35 casinos da cidade.