A China quer que as startups do país tenham um papel relevante na recuperação económica e, por isso, tornou os incentivos ao empreendedorismo uma das prioridades do governo.
O primeiro ministro quer "empreendedorismo em massa e inovação" de maneira a promover o crescimento das empresas fundadas nos últimos anos ou que ainda se encontram em fase embrionária. Para isso, o governo reservou cerca de 320 mil milhões de dólares para investir em projetos emergentes, sobretudo no sector tecnológico, escreve o Financial Times, de acordo com dados da consultora chinesa Zero21IPO.
Mas o esforço não tem sido apenas feito a nível nacional. Também a nível local, na cidade de Jinan, o governo municipal investiu 300 mil dólares para ajudar a desenvolver o negócio da empresa Robot Phoenix, fundada em 2012. Só que, apesar de a China ter vários casos de sucesso - o mais mediático talvez seja o caso da Alibaba, que em 2014 levantou um financiamento de mais de 25 mil milhões e que tinha começado, anos antes, no apartamento do seu fundador, Jack Ma -, o sucesso das startups ainda é muito limitado a pessoas cuja rede de contactos é muito boa. Ou seja, em termos de impacto económico, a questão é dominada por grandes empresas detidas pelo estado chinês.
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Jack Ma criou a Alibaba no seu apartamento. Em 2014 a empresa levantou 25 mil milhões de financiamento. (REUTERS/Kim Kyung-Hoon)[/caption]
"Assistimos no entanto a uma mudança de atitude. O governo quer encorajar toda a gente a montar negócios, e não só algumas pessoas", explica San Yu, da unidade Confidential Research do Financial Times, em entrevista ao jornal.
A China tem quase 3000 incubadoras que garantem espaço, condições, contactos e mentores a quem queira criar negócios. No ano passado, o financiamento de venture capitals em empresas chinesas chegou aos 37,8 mil milhões de dólares. Em maio deste ano, o valor já tinha chegado aos 22,3 mil milhões.
Também em Portugal, o empreendedorismo foi esta semana colocado num lugar de destaque. O governo apresentou esta semana a estratégia nacional para o empreendedorismo, através do programa Startup Portugal, que prevê medidas de incentivos fiscais, financiamento e até a criação de uma rede de incubadoras e fablabs, a nível nacional, entre outras medidas.
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