Com o fim do confinamento e a abertura das lojas físicas, os portugueses retomaram os seus hábitos de consumo tradicionais, que ainda passam por se deslocarem aos estabelecimentos e fazerem as suas compras presencialmente. Uma análise feita a 200 clientes de áreas de negócio e-commerce pela euPago, fintech portuguesa, mostra que houve uma descida de 25% nas compras online a junho de 2021.
Esta queda também se fez sentir nos meios de pagamento, como o multibanco e o MbWay, sendo este último cada vez mais a preferência dos portugueses, representando cerca de 85% do volume de pagamentos e tendo igualmente registado menos 13% de operações entre março e junho deste ano.
Apesar dos números pessimistas de junho e julho, em agosto os dados já apontam para uma retoma promissora, com um volume de faturação esperado acima dos 40 milhões de euros, ou seja, mais 8 milhões do que em junho deste ano, e um aumento de 40% das transações.
Setembro continuará a ser um mês de crescimento, devido ao fim das férias e ao início do novo ano letivo. "Se se confirmar este comportamento, os comerciantes vão faturar 50% mais do que em junho", prevê a análise da fintech portuguesa.
Ainda assim, a pandemia da COVID-19 alterou para sempre os comportamentos de consumo em todo o mundo e de acordo com as mais recentes investigações, recorrer ao online para fazer compras é um hábito que veio para ficar.
Em território nacional, como por exemplo, um recente estudo da Marktest mostrou que o comércio eletrónico é cada vez mais comum entre os portugueses e mais do que duplicou ao longo da última década, sendo já 4,8 milhões de cidadãos a comprar online e 42% a fazê-lo pelo menos uma vez por mês.
Um outro relatório, desta vez feito pelos CTT, confirmou que o e-commerce cresceu 80% em pouco mais de um ano e foi também decisivo, em tempos de pandemia, para a sobrevivência de muitas empresas e negócios.