Um pedido de audiência "com caráter de urgência" ao primeiro-ministro, António Costa, através de carta aberta, para denunciar as dificuldades com que a classe está a lidar, "com graves sequelas do ponto de vista de exaustão laboral e consequentes problemas de saúde"..Depois de ano e meio de pandemia e medidas semanais que alteram os pressupostos e regras e criam trabalho adicional aos contabilistas que apoiam empresas e famílias, José Araújo decidiu enviar uma carta aberta aoo governo para alertar para as condições que vive a classe. "O ano de 2021 representou mais um acréscimo de responsabilidades para os Contabilistas Certificados, muito para lá das já extremamente exigentes obrigações declarativas periódicas", vinca, elencando a necessidade de hierarquizar prioridades e dar cumprimento às várias solicitações, por parte das empresas e empresários em nome individual, para recurso aos vários apoios disponibilizados pelo governo.."Numa época de aceleração de ameaças e oportunidades locais e globais, acreditamos na necessidade de um aprofundamento da cidadania e do reforço dos princípios de valorização desta profissão para o progresso da sociedade portuguesa", refere José Araújo. "Estou convicto que António Costa será sensível ao tema exposto, face à gravidade do mesmo perante esta comunidade que tanto contribui social e economicamente para o nosso país."."Os contabilistas fizeram-no sem qualquer apoio por parte dos organismos públicos e tornaram-se reféns de sistemas informáticos sem capacidade de efetivar a devida recolha de informação ou qualquer segurança no que respeita à aplicação das várias leis e revogações sucessivas que constantemente surgiram. Porém, tal esforço vem hoje trazer consequências profundas, já que a responsabilidade de determinadas tarefas exige rigor técnico e qualidade no desempenho profissional do Contabilista Certificado", sublinha o candidato a bastonário..Em carta aberta, José Araújo diz pretender "apelar à razoabilidade e compreensão do primeiro-ministro", nomeadamente com vista à revisão de duas situações: o adiamento do prazo de entrega da Declaração Anual de Rendimentos, em sede de IRC, para 31 de julho, para as Micro e PME, à semelhança dos prazos em 2020; que o prazo de entrega da Declaração Anual de Informação Contabilística e Fiscal (IES) seja adiado para 15 de setembro.