Contrato de Haaland até 2034 é o mais caro e o mais longo?

Não e não. Os suspeitos do costume, CR7 e Messi, batem-no em dinheiro. E no Real Madrid e no Barcelona os craques Casillas, Raúl e Iniesta chegaram a assinar até... ao fim da carreira
Erling Haaland
Erling HaalandManchester City/X
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Erling Haaland renovou o contrato com o Manchester City até 2034. Um vínculo de nove anos e meio torna-se, automaticamente, o mais longo de sempre? E o atacante norueguês passa a ser o jogador mais bem pago do mundo após a negociação das últimas semanas? Não, nem uma coisa nem outra.

Apesar de o contrato estar sob sigilo, fontes do City têm deixado escapar a diversos veículos de comunicação social britânica que Haaland passará a ser o jogador mais bem pago do milionário clube, em particular, e da milionária Premier League, em geral. Porém, não do futebol mundial, onde a idade de Cristiano Ronaldo e de Lionel Messi ainda é um posto.

Segundo a Sky Sports, o salário semanal na ligação anterior de Haaland era de 400 mil libras, cerca de 476 mil euros, ou seja, 25 milhões de libras por ano, à volta de 30 milhões de euros. Num contrato de nove anos e meio, estamos a falar de mais de 200 milhões de libras, o equivalente a quase 240 milhões de euros, no total.

Como o novo contrato, já se sabe, é mais elevado do que o anterior, esses números, contabilizou ainda a Sky Sports, colocam o nórdico, autor de 114 golos em 129 jogos pelo Manchester City, no mínimo, na fasquia dos 250 milhões de euros, isto é, entre os 50 desportistas mais bem pagos da história.

Mas longe de Max Verstappen, da Red Bull, na Fórmula 1, de Dak Prescott, dos Dallas Cowboys, no futebol americano, de Steph Curry, dos Golden State Warriors, do basquetebol – o primeiro ganha 70, o segundo 57 e o terceiro 52 milhões de euros por ano.    

E ainda mais longe dos citados CR7, que ganha estratosféricos 200 milhões de euros por ano no Al-Nassr, da Arábia Saudita, e de Lionel Messi, cujo último contrato no Barcelona chegou a 160 milhões. Esse salário de Messi, entretanto, foi de nove anos, quase tão longo como o de Haaland agora.

Mas houve, lembra a ESPN, contratos mais longos ainda, como o de Denilson, no Betis, por 10 anos, de 1998 a 2008, que terminou, no entanto, dois anos antes do fim, com uma transferência para o Bordéus, e ainda teve um empréstimo de duas temporadas ao São Paulo pelo meio. 

E, claro, os contratos vitalícios de Raúl e Casillas, no Real Madrid, e de Iniesta, no Barça – este último, porém, saiu logo a seguir para o Vissel Kobe, do Japão, e os dois primeiros acabaram por se transferir para o Schalke e para o FC Porto, respetivamente.     

Na questão dos contratos longos, há dois clubes que se destacam, atualmente: o Athletic Bilbao, graças à política de só contratar jogadores bascos, como Oihan Sancet e Dani Vivian,  que assinaram vínculo de oito anos e devem continuar no clube até 2032; e o Chelsea, que sob a administração do norte-americano Todd Boehly tem nove dos 12 jogadores com ligações mais longas no futebol de alta competição hoje em dia. Entre eles estão Enzo Fernández, contratado ao Benfica, Mikhaylo Mudryk, Nicolas Jackson e Cole Palmer, a estrela da equipa, todos com contratos de oito anos, e Moisés Caicedo, Filip Jörgensen, Aaron Anselmino e os portugueses Pedro Neto e Renato Veiga, com sete anos contratualizados.

Mas Haaland pode não ficar por aqui. “Eu estou muito satisfeito por ter assinado o meu novo contrato e desejo poder passar, depois, ainda mais tempo neste grande clube...”, referiu o jogador. É esperar para ver.

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