Diogo Infante "não será reconduzido no seu mandato e deixará, de imediato, de desempenhar funções como Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II", anunciou esta noite a Secretaria de Estado da Cultura, em comunicado.
"Em caso algum a secretaria de Estado da Cultura permitirá o encerramento de qualquer teatro nacional ou a suspensão integral da programação do Teatro Nacional Dona Maria II, tal como foi sugerido pelo seu Director Artístico", escreve a Secretaria de Estado da Cultura em comunicado enviado à imprensa.
Diogo Infante ocupava o cargo de director artístico em gestão corrente depois de o mandato ter terminado a 30 de Setembro.
"O desafio que se coloca, do ponto de vista da gestão, à administração ao Teatro Nacional Dona Maria II como, aliás, aos restantes Teatros Nacionais, como Entidades Públicas Empresariais, é o de garantir o serviço público prestado tendo em conta a redução orçamental de 20% aplicada pelo Ministério das Finanças a todo o sector empresarial do Estado.", acrescenta a Secretaria em Comunicado.
A Secretaria de Francisco José Viegas diz que a redução de 36% de custos que Diogo Infante alega como razão para a suspensão da programação para o próximo ano é uma consequência "da falta de cumprimento das metas estabelecidas e obrigatórias de redução dos custos operacionais em 15% no ano de 2011". A recusa, tomada pela administração do teatro e pelo respectivo director artístico, "leva a que o TNDMII seja agora sujeito a uma redução adicional em 2012 equivalente ao corte obrigatório não efectuado durante o ano de 2011."
O Teatro Nacional Dona Maria II, lê-se no comunicado, vai ficar enquadrado no futuro Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), "sendo beneficiado pela redução dos custos de funcionamento que esta estrutura vai proporcionar."
Este agrupamento tem como objectivo minimizar custos operacionais dos teatros mantendo as programações previstas e tornando comuns alguns dos serviços: uma espécie de centralização de recursos para redução de custos que inclui recursos humanos, manutenção dos teatros, serviços financeiros, serviços jurídicos e central de compras, entre outros. Esta alteração, garante a Secretaria, vai permitir reduzir custos de funcionamento em 20% nos próximos três anos.