O alerta é dado pelo Centro Internacional de Estudos Monetários e Bancários e o Centro de Estudos de Política Económica, na 16ª edição do "Geneva Reports on the World Economy".
A solução, prevem os académicos e economistas que elaboraram o relatório, passa por manter as taxas de juro em todo o mundo em valores baixos durante um longo período, para que as famílias, empresas e governos consigam fazer face às suas dívidas e evitar um novo colapso financeiro.
"Ao contrário da convicção generalizada, seis anos após o início da crise financeira nas economias desenvolvidas, a economia mundial ainda não se encontra no caminho de desalavancagem", aponta o relatório.
Aliás, de acordo com os cáculos apresentados no documento, a dívida pública mundial, excluindo o sector financeiro, terá subido de 180% do PIB mundial em 2008 para 212% em 2013.
Assim, os autores do relatório pedem a Bruxelas um "mecanismo credível de reestruturação da dívida". Estes mecanismos são "poderosos na prevenção de acumulação de dívida excessiva, já que dão aos investidores e devedores uma perspetiva mais clara das consequências de um incumprimento".
Ao mesmo tempo, defendem, o Banco Central Europeu deve criar quantidades significativas de dinheiro novo o mais rapidamente possível, de forma a diminuir as taxas de juro a longo prazo.
"Mais procrastinação na implementação destas já urgentes medidas arrisca, no médio prazo, o reaparecimento de pressões na sustentabilidade da própria zona euro" alerta o relatório.
O Fundo Monetário Internacional reúne-se na próxima semana, em Washington. Os analistas esperam que a diretora do FMI, Christine Lagarde, venha também alertar para a desacelaração do crescimento económico mundial, que poderá incentivar os investidores a correr maiores riscos para manterem os seus rendimentos, colocando em causa a estabilidade da recuperação económica.