Dormidas de turistas em Portugal renovam máximos com subida de 24% até maio

Alojamentos turísticos do país somaram 26,5 milhões de dormidas até maio. Números continuam a ser impulsionados pelos estrangeiros e já ultrapassam os de pré-pandemia em 12,8%.
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Nos primeiros cinco meses do ano, os alojamentos turísticos em Portugal somaram 26,5 milhões de dormidas e 10,7 milhões de hóspedes, o que, comparativamente com o igual período do ano passado, representa um crescimento respetivo de 24% e 26%, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face a 2019, as dormidas aumentaram 12,8%, de janeiro a maio.

À semelhança de abril, também maio renovou máximos, com o setor a registar 7,1 milhões de dormidas e 2,8 milhões de hóspedes - um salto homólogo de 10% e 12%, respetivamente, que permitiu arrecadar 571,7 milhões de euros de proveitos totais, mais 25,2% face a 2022, e 436,8 milhões de euros de proveitos de aposento (+29%).

Os estrangeiros voltaram a assumir o maior peso nas contas do mês cinco, totalizando 5,3 milhões de dormidas, resultantes de 1,8 milhões de hóspedes, um aumento de 14% e 18%. Já o mercado interno registou ligeiras subidas de 0,4% nas dormidas, para 1,7 milhões, e de 2% nos hóspedes, para 967,3 milhões.

"Entre os municípios com maior representatividade no total de dormidas, Albufeira continuou a destacar-se com uma redução das dormidas face a 2019 (-5,6% no total; -15,8% nos residentes e -4,0% nos não residentes). No Porto e Funchal mantiveram-se os acréscimos face a maio de 2019 (+28,1% e +20,2%, respetivamente)", destaca o gabinete de estatística.

Em maio, o rendimento médio por quarto disponível nos alojamentos turísticos do país situou-se nos 69,8 euros, o que reflete um acréscimo de cerca de 24% face ao período homólogo, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado atingiu os 112,7 euros, mais 17,6% do que no mesmo mês do ano passado.

Em comparação com maio de 2019, "registaram-se aumentos de 33,3% e 28,4%, respetivamente", faz saber o INE.

Os valores de rendimento médio por quarto disponível mais elevados foram registados na Área Metropolitana de Lisboa - 118,8 euros, "um máximo histórico em toda a série disponível" - e na Região Autónoma da Madeira (78,5 euros). Quanto aos maiores crescimentos, verificaram-se Área Metropolitana de Lisboa (+32,3%) e na Região Autónoma dos Açores (28,5%).

Foi também na Área Metropolitana de Lisboa que o rendimento médio por quarto ocupado registou o valor mais elevado (150,5 euros) - também "um máximo histórico nesta região, em toda a série disponível - e, logo a seguir, o Norte (107,6 euros) e o Alentejo (103,1 euros). Os acréscimos mais expressivos verificaram-se na Área Metropolitana de Lisboa e na Região Autónoma dos Açores (+24,8%, e +24,7%, respetivamente).