ANA diz estar alinhada com Estado nos investimentos aeroportuários

Luís Montenegro anunciou no Congresso do PSD um “Fundo Soberano de Portugal” que poderá intervir em setores estratégicos.
ANA diz estar alinhada com Estado nos investimentos aeroportuários
D.R.
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A ANA/Vinci diz que continua empenhada nos investimentos e na conectividade dos aeroportos nacionais, “em alinhamento com o Estado português”.

Questionada pela Lusa sobre as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, relativas à criação de um “Fundo Soberano de Portugal” que poderá intervir em setores estratégicos, incluindo infraestruturas aeroportuárias caso os concessionários "não cumpram as suas obrigações", fonte oficial da ANA - Aeroportos de Portugal não comentou diretamente as afirmações, garantindo apenas que os projetos em curso estão alinhados com o Estado.

“A ANA - Aeroportos de Portugal continua empenhada no desenvolvimento dos vários projetos de investimento e da conectividade dos aeroportos nacionais, em alinhamento com o Estado português”, afirmou fonte oficial da concessionária esta quarta-feira, 24 de junho.

Na mesma resposta por escrito, a concessionária aeroportuária destacou o projeto de desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa, que, segundo a empresa, “segue de forma rigorosa em cumprimento do cronograma definido com o Estado”.

“A ANA Aeroportos de Portugal prossegue, assim, o seu propósito enquanto operador de referência, apoiando a economia e aproximando as pessoas”, acrescentou a mesma fonte.

No discurso de encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro afirmou que o fundo soberano “será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos”.

O primeiro-ministro disse ainda que a intenção é que o fundo tenha “participações acionistas” para garantir “um veículo de poupança para as gerações futuras” e “um instrumento de efetivar a soberania nacional”.

“Estamos a falar de participações em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias, se os concessionários das mesmas não cumprirem as suas obrigações”, afirmou Montenegro.

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A ANA tem até 17 de julho para submeter o Relatório Técnico do novo aeroporto de Lisboa, que deverá incluir o planeamento detalhado da construção, a calendarização das obras, a estrutura de subcontratação e o orçamento estimado.

No relatório inicial entregue ao Governo em dezembro e publicado em janeiro, a ANA estimou em 8,5 mil milhões de euros o custo de construção do novo aeroporto Luís de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete.

Segundo o documento, a concessionária prevê financiar 7 mil milhões de euros através da emissão de dívida.

A ANA propôs ainda o aumento progressivo das taxas aeroportuárias no Aeroporto de Lisboa entre 2026 e 2030 e o prolongamento da atual concessão por mais 30 anos, até 2092, para assegurar o reembolso do investimento e a sustentabilidade económica da concessão sem apoio financeiro público.

O contrato de concessão aeroportuária em vigor foi assinado em 2012 e tem a duração de 50 anos.

A ANA prevê a abertura do novo aeroporto de Lisboa em meados de 2037, ou no final de 2036 caso sejam acordadas com o Governo otimizações ao calendário.

A ANA – Aeroportos de Portugal gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores, bem como o Terminal Civil de Beja.

A concessionária passou a integrar a VINCI Airports em 2013, na sequência do processo de privatização.

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