Avaliação da habitação subiu 17,1% em maio. Apartamentos disparam quase 20%

O indicador superou os 2.200 euros por metro quadrado em maio, com os apartamentos a subirem além das moradias. Na Grande Lisboa, o metro quadrado já custa 3.378 euros.
Avaliação da habitação subiu 17,1% em maio. Apartamentos disparam quase 20%
Foto: Global Imagens
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O valor mediano da avaliação bancária da habitação alcançou 2.208 euros por metro quadrado em maio. Em causa está uma subida de 17,1% ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com os dados do INE, as avaliações subiram em média 34 euros/m2 de abril para maio. Falamos, por isso, de uma subida de 1,6%. O Norte e Oeste e Vale do Tejo trouxeram incrementos de 1,9%, os mais elevados à escala nacional.

Em termos homólogos, o indicador trouxe uma aceleração até aos 17,1%, já que ficou acima da que se registou no mês anterior (16,5% em abril). A Península de Setúbal trouxe o maior acréscimo (22,5%) e a tendência de subida foi transversal a todo o país.

O disparo foi particularmente acentuado ao nível dos apartamentos, mas também se registou um acréscimo expressivo nas moradias.

Apartamentos a disparar

Nesta tipologia, a mediana da avaliação bancária aumentou 19,7% e alcançou 2.580 euros/m2, face a maio de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.378 euros/m2) e no Algarve (2.945 euros/m2). Os valores mais baixos dizem respeito a Alentejo e Centro (1.584 euros/m2 e 1.686 euros/m2, respetivamente).

"O Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (26,3%), não se tendo verificado qualquer descida", acrescenta o INE.

Face a abril, o valor da avaliação avançou 1,3% em maio, ao mesmo tempo que no Alentejo foi registada a maior subida (6,3%) e em nenhuma região se registou uma descida.

Moradias também em forte alta

No que diz respeito a moradias, o valor mediano das avaliações bancárias avançou 13,4% em termos homólogos, até aos 1.581 euros/m2. Os valores mais elevados correspondem à Grande Lisboa (2.874 euros/m2) e Algarve (2.786 euros/m2), ao passo que o Centro e o Alentejo viram os valores mais baixos (1.152 euros/m2 e 1.279 euros/m2, respetivamente).

As maiores subidas tiveram lugar na RA Açores e no Oeste e Vale do Tejo, com crescimentos homólogos de 18,6% em ambas, ao passo que não se observaram descidas.

Por comparação com o mês de abril, os valores avançaram 1,3%. A maior subida foi observada no Algarve (4,5%), enquanto a RA Madeira registou a maior descida (3,5%).

A análise levou em consideração 35.552 avaliações bancárias, ou seja, mais 0,8% do que nas contas referentes a maio do ano passado e mais 3,1% do que em abril de 2026.

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