Bad Bunny impactou mais nos negócios em Lisboa do que Rosalía

Nos dias em que o cantor atuou em Lisboa, a faturação aumentou 8%. Em abril, outro ícone da música, Rosalía, atuou em Lisboa, mas o impacto económico até foi negativo, a julgar pelas contas da Unicre.
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Bad BunnyFOTO: EPA/ALEJANDRO GARCIA
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Os concertos de Bad Bunny em Lisboa aconteceram a 26 e 27 de maio (terça e quarta-feira da semana passada). Naquelas datas, a faturação dos negócios em Lisboa aumentou 8%, por comparação com os dias homólogos.

As conclusões resultam de uma análise da UNICRE. De acordo com os dados obtidos e divulgados num comunicado enviado às redações, o número de transações aumentou 12,03%, ao passo que o ticket médio baixou 3,59% e ficou-se pelos 30,18 euros.

Dito isto, houve um aumento de 8,01% na faturação, entre os negócios da capital. A variação superou aquela que se observou nos dias dos concertos de Rosalía, também em Lisboa. A cantora espanhola atuou a 8 e 9 de abril, dias em que a faturação até recuou 0,79%, face ao mesmo período do ano passado.

Ainda assim, o número de transações subiu 1,31%, ainda que o valor médio por transação tenho recuado 2,07%, para 30,40 euros.

Ora, nos dias em que Bad Bunny subiu ao palco, a faturação resultante dos pagamentos de consumidores nacionais cresceu 11,7%, ao passo que a procura estrangeira caiu 3,76%. O consumo nacional representou quase três quintos (59%) do total.

Cerca de um mês e meio antes, quando Rosalía deu espetáculo, a tendência foi distinta, já que o consumo nacional caiu 5,18%, com maior impacto do que o crescimento de 7,31% entre estrangeiros. O mercado nacional pesou 62% na faturação total.

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