

Os novos contratos de empréstimo para a aquisição de imóveis registaram um aumento significativo em julho, com um total de 166 milhões de euros a mais em comparação com o mês anterior.
O montante total concedido pelos bancos ultrapassou os 2,3 mil milhões de euros, marcando assim o valor mais elevado de sempre para este tipo de financiamento.
Além deste valor, foram ainda renegociados 491 milhões de euros em crédito à habitação, embora tenha havido uma diminuição de 109 milhões em relação a junho.
Os dados foram divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal, refletindo uma tendência de crescimento no acesso ao crédito para habitação.
Apesar da subida dos encargos, as famílias continuam a contrair mais crédito para a compra de casa.
As medidas de apoio à aquisição da primeira casa por jovens até aos 35 anos, que incluem a isenção de parte dos impostos e a garantia pública que permite financiar até 100% do valor do imóvel, têm sido os principais motores deste crescimento nos empréstimos.
Um cenário que ocorre mesmo com o encarecimento do crédito, resultante do aumento das taxas de juro de referência pelo Banco Central Europeu (BCE).
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu 0,02 pontos percentuais em julho, atingindo 2,96%. Esse aumento foi observado tanto nos novos contratos quanto nas renegociações, cujas taxas médias aumentaram para 2,95% e 2,97%, respetivamente.
Em julho, 86% dos novos empréstimos foram contratados com taxa mista, que combina uma taxa fixa inicial seguida de uma taxa variável. Nestas operações, a taxa média aumentou para 2,83%, enquanto nas operações de taxa variável subiu para 3,19%.
Adicionalmente, a prestação média mensal do stock de empréstimos à habitação aumentou pelo 11.º mês consecutivo, atingindo um novo máximo histórico de 441 euros, mais cinco euros em relação a junho e 23 euros acima do valor registado no final de 2025.
O Banco de Portugal ressalta que este aumento se deve tanto ao acréscimo da prestação média dos contratos já existentes quanto dos novos contratos, que apresentam prestações médias mais elevadas.