Banco de Portugal apoia subida de juros do BCE para travar espiral inflacionista

Líder do BdP diz que a decisão, tomada por consenso, responde ao aumento generalizado dos preços, em particular da energia e dos fertilizantes, que já começa a alargar‑se a outros bens e serviços.
Banco de Portugal apoia subida de juros do BCE para travar espiral inflacionista
Foto: Leonardo Negrão
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O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, justificou, esta segunda-feira, a recente subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu como uma medida preventiva para travar uma possível espiral inflacionista.

Na apresentação do Boletim Económico, Santos Pereira afirmou que a decisão, tomada por consenso, responde ao aumento generalizado dos preços — em particular da energia e dos fertilizantes — que já começa a alargar‑se a outros bens e serviços.

Recordando a experiência de 2021‑2022, o governador alertou para os efeitos distributivos da inflação ao afirmar que "quando a inflação sobe numa espiral significativa, isso funciona como um imposto para as pessoas, que perdem poder de compra".

Álvaro Santos Pereira reforçou que a preservação da estabilidade de preços é fundamental para proteger famílias e empresas e considerou adequada a postura do BCE de avaliar as medidas "reunião a reunião".

Na semana passada, o BCE elevou as taxas diretoras em 25 pontos base, para 2,25%, citando, entre outros fatores, o impacto do conflito no Médio Oriente.

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