BCE manteve juros em julho mas atas revelam que houve quem defendesse nova subida das taxas

Alguns membros do Conselho do BCE alertaram que adiar o aperto monetário pode dificultar o controlo da inflação e prejudicar, mais tarde, famílias e empresas.
Sede do BCE, em Frankfurt.
Sede do BCE, em Frankfurt.Dirk Claus/ECB
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Alguns membros do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) teriam apoiado um aumento das taxas de juro em julho, por considerarem que uma resposta tardia da política monetária poderia atrasar o regresso da inflação à meta de 2%.

"Alguns membros apontaram que, dado que os dados recebidos desde a reunião do Conselho de junho evidenciavam a necessidade de um maior aperto da política monetária, não se teriam oposto a um aumento das taxas de juros", segundo as atas da reunião de julho, divulgadas esta quinta-feira.

"Uma resposta tardia da política monetária poderia atrasar o regresso da inflação a 2%, afetar as expectativas de inflação de forma mais duradoura e exigir um ajuste ainda maior posteriormente, prejudicando tanto as famílias como as empresas", avaliaram os membros do BCE que não se teriam oposto a elevar o custo do dinheiro em julho.

Para os responsáveis, existem riscos claros de aumento da inflação, embora os efeitos de segunda ordem ainda não se tenham manifestado.

Também consideraram que a política monetária deveria agir antes do surgimento desses efeitos, "para não correr o risco de ficar desfasada", acrescenta o relatório da reunião.

No final, todos concordaram, em julho, em manter as taxas de juros sobre os depósitos bancários em 2,25%, num momento de incerteza.

Sede do BCE, em Frankfurt.
BCE prepara subida dos juros à boleia de nova vaga inflacionista
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