BCE observa aumento salarial de 2,7% para 1.º semestre de 2027

As últimas projeções macroeconómicas do BCE preveem uma taxa de crescimento anual da remuneração por empregado na zona euro de 3,3% em 2026.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE). EPA / MATIAS BASUALDO
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O indicador salarial do Banco Central Europeu (BCE) observa um crescimento dos salários negociados de 2,7% para o primeiro semestre de 2027, que aponta para "um modesto aumento".

"A informação prospetiva indica um crescimento salarial negociado de 2,7% no primeiro semestre de 2027", disse esta quarta-feira o BCE.

O BCE atualizou o seu sistema de acompanhamento salarial com os acordos salariais assinados até ao final de agosto de 2026. Portanto, o horizonte de previsão foi ampliado até ao final de junho de 2027.

O indicador principal de acompanhamento salarial situa-se em 2,7% no primeiro trimestre de 2027 e em 2,8% no segundo trimestre de 2027.

O BCE, que na semana passada aumentou as taxas de juro sobre os depósitos dos bancos para 2,5%, leva muito em conta a evolução dos salários para prever a inflação na zona euro.

As últimas projeções macroeconómicas do BCE preveem uma taxa de crescimento anual da remuneração por empregado na zona euro de 3,3% em 2026.

 O BCE prevê que a inflação se manterá muito acima do objetivo de 2% a médio prazo durante um período prolongado.

 O problema pode surgir se o aumento dos preços da energia se propagar aos salários e a outros preços.

 Por enquanto, o BCE considera que os salários não mostram uma resposta substancial ao forte aumento dos preços da energia.

 A taxa de crescimento anual da remuneração por trabalhador situou-se em 3,3% no segundo trimestre deste ano, abaixo do valor de 3,5% registado no primeiro trimestre.

"A melhoria da produtividade do trabalho também contribuiu para conter o avanço dos custos laborais unitários, que desacelerou para 2,6%, contra 3,5% no primeiro trimestre", disse a presidente do BCE, Christine Lagarde, na quinta-feira passada. 

A inflação geral permanecerá claramente acima do objetivo no primeiro semestre de 2027 e voltará a níveis em torno do objetivo no final de 2027, previu Lagarde.

O BCE espera que "o aumento dos preços energéticos se transmita gradualmente à inflação subjacente e à inflação dos alimentos", por isso alguns analistas preveem que a instituição volte a aumentar as suas taxas de juro este ano.

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE).
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