BCE: Prazo para países apresentarem candidatos à sucessão de Lagarde termina esta sexta-feira

O espanhol Pablo Hernández de Cos e o neerlandês Klaas Knot são os nomes mais apontados à sucessão.
Christine Lagarde ficará no cargo de presidente do Banco Central Europeu até fevereiro de 2027
Christine Lagarde ficará no cargo de presidente do Banco Central Europeu até fevereiro de 2027RONALD WITTEK/EPA
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Presidente do Banco Central Europeu desde novembro de 2019, Christine Lagarde deveria manter-se no cargo até outubro do próximo ano. No entanto, na semana passada confirmou os rumores que já corriam há algum tempo e anunciou a saída em fevereiro de 2027, abrindo assim uma corrida ao lugar. E esta sexta-feira termina o prazo-limite para os países apresentarem os seus candidatos à presidência da instituição, sendo que Portugal não irá apresentar nenhum.

O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, solicitou aos Estados-membros que apresentem as suas propostas de candidatos até esta sexta-feira. Caberá depois ao fórum informal dos países da moeda única, o Eurogrupo, fazer “um balanço das candidaturas apresentadas” na reunião da próxima segunda-feira.

Entre os nomes mais apontados como potenciais sucessores de Christine Lagarde estão o espanhol Pablo Hernández de Cos, atual diretor-geral do Banco de Pagamentos Internacionais e antigo governador do Banco de Espanha, e o neerlandês Klaas Knot, que liderou o banco central dos Países Baixos entre 2011 e 2025.

Fontes diplomáticas portuguesas disseram à Lusa que Portugal não vai apresentar nenhum candidato à sucessão de Christine Lagarde.

Os membros da comissão executiva do BCE são nomeados pelo Conselho Europeu, que toma a sua decisão com base numa recomendação do Conselho da União Europeia relativa a um candidato.

Essa recomendação é aprovada pelos Estados-membros do euro, através de votação no Conselho, sendo, por esta razão, que tais nomeações são previamente discutidas no âmbito do Eurogrupo.

As regras da UE determinam que o presidente do BCE é nomeado para um mandato de oito anos, não renováveis. Essa nomeação tem de ser deliberada por maioria qualificada, com base numa recomendação do Conselho da UE e após consulta ao Parlamento Europeu e ao Conselho do BCE.

Na semana passada, Christine Lagarde anunciou que iria deixar a presidência do BCE em fevereiro de 2027. Num vídeo divulgado nas redes sociais, afirmou ter sido “um enorme orgulho e um imenso privilégio” servir a instituição, agradecendo a todos os que “contribuíram, apoiaram e trabalharam para cumprir” a missão da instituição de assegurar “a estabilidade dos preços e financeira”.

Mais tarde, em conferência de imprensa, explicou: "Quero ter liberdade de expressão e liberdade para me envolver em assuntos que não sejam de política monetária". "Não creio que me possa sentir confortável nesta neutralidade, neste momento. Estou interessada na verdade e vejo a verdade a ser muitas vezes prejudicada, contrariada por deturpações", acrescentou.

*com Lusa

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