

O BFF Banking Group projeta um crescimento de 2,3% para a economia portuguesa este ano, apesar das pressões sobre o investimento, custos do trabalho e inflação. Esta estimativa supera os 1,8% previstos pelo Banco de Portugal em junho.
O relatório, elaborado em colaboração com a Nova School of Business and Economics (Nova SBE), destaca que a economia portuguesa deverá ter um desempenho superior à média europeia.
No segundo trimestre, o PIB real cresceu 2,5% em relação ao ano anterior e 0,8% em relação ao trimestre anterior, o que representa o dobro da média da zona euro, superando países como Alemanha, França, Itália e Espanha.
O mercado de trabalho também se destaca, com a taxa de desemprego a descer para 5,3%, o valor mais baixo desde 2011, e a população empregada a atingir 5,4 milhões de pessoas.
No entanto, a escassez de mão de obra em setores como construção, saúde e tecnologia tem aumentado os custos do trabalho, crescendo 5,4% no trimestre.
A inflação total foi de 3,3% em agosto, enquanto a subjacente acelerou para 2,7%, pressionada pelos custos energéticos internacionais, especialmente nos transportes, restauração e alojamento.
O relatório aponta também desafios no investimento, com a Formação Bruta de Capital Fixo a cair 1,9% no segundo trimestre, devido ao fim do prazo de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em agosto de 2026.
O BFF sublinha a importância do novo programa PTRR e dos fundos Portugal 2030 para assegurar o investimento a médio prazo.
No crédito à habitação, registou-se um aumento de 11% em julho, com grande parte destinada a jovens compradores.
No âmbito orçamental, projeta-se uma redução do rácio da dívida pública para 85,7% do PIB em 2026 e 82,5% em 2027, abaixo da média da zona euro.