Bolsas europeias em alta com petróleo a cair perante incerteza sobre acordo de paz

Na agenda para esta sexta-feira destaca-se a publicação dos dados da inflação em Espanha, França, Alemanha e Itália, especialmente relevantes porque podem indicar o impacto dos aumentos do petróleo.
Bolsas europeias em alta com petróleo a cair perante incerteza sobre acordo de paz
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As principais bolsas europeias abriram esta sexta-feira, 29, em alta, com o petróleo a cair, perante a incerteza sobre as negociações de paz entre Washington e Teerão para alcançar a paz e sobre a reabertura do estreito de Ormuz.

Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,35% para 627,28 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,16%, 0,52% e 0,20%, bem como as de Madrid e Milão, 0,75% e 0,44%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de alta da abertura, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,22% para 9.107,62 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em julho, descia 1,25% para 92,54 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, baixava 1,47% para 87,59 dólares.

O gás natural para entrega em julho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 0,43% para 47,20 euros por megawatt-hora (MWh).

Na Ásia, as bolsas apresentam um comportamento misto, e enquanto o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com um ganho de 2,53%, o Hang Seng de Hong Kong subia 0,91% quando faltava pouco para o final da sessão.

A Bolsa de Xangai cedeu 0,73% e a de Shenzhen perdeu 1,81%.

Na quinta-feira, os índices bolsistas de Nova Iorque terminaram a subir para novos máximos de sempre, com o Dow Jones a avançar 0,05% e o Nasdaq 0,91%.

Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam avanços de 0,09% e de 0,45%, respetivamente.

O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, assegurou que o Irão fez "concessões significativas, substanciais e transcendentes" nas negociações de paz, enquanto continuam as especulações sobre um acordo para pôr fim à guerra.

As negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuam sem saber "quando - ou se - será assinado" o memorando de entendimento que Washington anunciou na quinta-feira, e que Teerão posteriormente negou, segundo afirmou o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, que disse sentir-se "otimista".

Vance confirmou avanços significativos nas negociações, mas reconheceu que existem dois obstáculos para alcançar o acordo, designadamente as reservas de urânio enriquecido e "a questão do enriquecimento propriamente dito".

Na agenda de hoje destaca-se a publicação dos dados da inflação em Espanha, França, Alemanha e Itália, especialmente relevantes porque podem indicar o impacto dos aumentos do petróleo.

No caso da Espanha, a inflação homóloga manteve-se estável em 3,2%, a mesma taxa de abril, num mês em que o transporte e o lazer impulsionaram os preços, embora esse aumento tenha sido compensado pela queda dos preços de vestuário e calçado.

Em França o mesmo indicador subiu para 2,4% em maio, em comparação com 2,2% registado um mês antes.

Além disso, na Alemanha será conhecido nesta sexta-feira o dado de desemprego de maio.

No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos recuava para 2,960%, depois de ter fechado em 2,978% na sessão anterior.

O euro estava em baixa ligeira e descia 0,03% para 1,1649 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

Os metais preciosos estão mistos, com uma subida de 0,37% no caso do ouro, para 4.511,68 dólares a onça, e um recuo de 0,38% no caso da prata, para 75,34 dólares.

Em relação às criptomoedas, a bitcoin sobe 0,23% para 73.648,80 dólares.

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