Bruxelas pode intervir nas exportações de 'jet fuel' pelos Estados-membros se necessário

O comissário europeu para os Transportes sublinhou ainda que, para já, não há qualquer indicação de cancelamento de voos por falta de combustíveis, mas sim devido aos preços dos mesmos.
Bruxelas pode intervir nas exportações de 'jet fuel' pelos Estados-membros se necessário
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O comissário europeu para os Transportes e Turismo Sustentáveis, Apostolos Tzitzikostas, disse esta terça-feira, 21, que Bruxelas irá intervir nas exportações de combustíveis para aviação, se necessário.

“Até este momento, o controlo das exportações [pelos Estados-membros de 'jet fuel' (combustível para aviões)] não foi discutido, no entanto, estamos a avaliar a situação, estamos a acompanhar a situação no Médio Oriente a cada hora e, se necessário, iremos intervir”, disse, em conferência de imprensa, no final da reunião, em Bruxelas.

O ministro sublinhou ainda que, para já, não há qualquer indicação de cancelamento de voos por falta de combustíveis, mas sim devido aos preços dos mesmos.

A questão dos preços dos combustíveis dominou hoje a agenda da reunião informal, tendo, por seu lado, o ministro cipriota dos Transportes, Alexis Vafeades, referido que “embora a escassez imediata de combustível continue a ser limitada, o aumento dos custos do combustível está a afetar todos os modos de transporte, com impactos particularmente fortes na aviação e no transporte rodoviário”.

Na reunião, os responsáveis dos Estados-membros concordaram com a necessidade de haver “medidas específicas e temporárias, incluindo possíveis auxílios estatais, benefícios fiscais ou flexibilidade regulamentar, desde que estas sejam proporcionadas e coordenadas a nível da UE”, acrescentou o ministro.

No que respeita ao setor da aviação, destacado como “particularmente vulnerável, tendo em conta o aumento dos custos do combustível para aviões”, Vafeades salientou que “vários ministros apelaram a flexibilidade e apoio específicos”.

O ministro referiu também que pelo estreito de Ormuz, novamente encerrado pelo Irão no sábado, passam “cerca de 7% das importações europeias de crude, 40% de produtos de petróleo e 9% de gás natural liquefeito (LNG).

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