Caixa Geral de Depósitos com lucros recorde de 1904 milhões de euros em 2025

Serão pagos em dividendos ao Estado 1250 milhões de euros, o que Paulo Macedo disse ser provavelmente o dividendo "maior de sempre da banca portuguesa".
Paulo Macedo, presidente da CGD.
Paulo Macedo, presidente da CGD.FOTO: Gerardo Santos
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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve lucros de 1904 milhões de euros em 2025, os maiores de sempre e mais 10% face a 2024, divulgou esta quinta-feira, 26 de fevereiro, o banco público em conferência de imprensa em Lisboa.

O presidente executivo, Paulo Macedo, disse que referente ao ano passado serão pagos em dividendos ao Estado 1.250 milhões de euros, o que disse ser provavelmente o dividendo "maior de sempre da banca portuguesa".

Em 2025, a margem financeira (diferença entre juros cobrados nos créditos e juros pagos nos depósitos) caiu 10% para 2.503 milhões de euros, num contexto de redução das taxas de juro, enquanto as comissões aumentaram 1% para 587 milhões de euros.

Os resultados de operações financeiras mais do que duplicaram para 335 milhões de euros, devido sobretudo à venda da participação da CGD ao Estado na empresa Águas de Portugal (ganho de 188 milhões de euros).

Ainda no ano passado, o banco público registou 29 milhões de euros relativos à devolução pelo Estado das contribuições do Adicional de Solidariedade para o Setor Bancário, depois de este imposto ter sido considerado inconstitucional pelo tribunal.

Quanto a imparidades e provisões, fixaram-se em 117 milhões de euros negativos no final de 2025, comparando com 215 milhões de euros negativos no mesmo período de 2024.

A CGD adiantou que "verificou‑se em 2025 uma reversão líquida das imparidades para risco de crédito, suportada pela melhoria do enquadramento macroeconómico e por uma gestão rigorosa do risco. As recuperações de crédito atingiram 68 milhões de euros".

Os custos operacionais subiram 2,1% para 1.086 milhões de euros, com as despesas com pessoal a aumentarem 1,9% para 604 milhões de euros.

Quanto a balanço, a produção de crédito à habitação registou 5,8 mil milhões de euros em 2025, mais 40% do que no período homólogo de 2024, para um total aproximado de 28,2 mil milhões de euros e uma quota de mercado neste segmento de 24% do total.

O crédito a empresas avançou 5% para 22 mil milhões de euros.

Os depósitos em Portugal cresceram 3,3% para 78,2 mil milhões de euros.

CGD reduz 211 trabalhadores em Portugal em 2025

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reduziu 211 trabalhadores em Portugal em 2025, tendo 5.856 empregados na atividade nacional no final do ano passado, segundo as contas hoje apresentadas.

Quanto à rede, o banco público manteve 512 agências (incluindo gabinetes de empresas).

O banco público há anos que mantém um processo de redução de pessoal, incluindo através de pré-reformas e rescisões por mútuo acordo.

No relatório de apresentação de resultados, a CGD indica que em 2025 houve 373 entradas de novos trabalhadores e estagiários, pelo que a redução de 211 empregados é em termos líquidos.

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