

O calor extremo ameaça economias sob a forma de risco estrutural e Portugal não escapa aos danos.
De acordo com um estudo da Allianz Research, a economia nacional arrisca quedas cumulativas de 1,9% no consumo e 6,0% no investimento, de 2026 a 2030. Fazendo as contas, em causa estão cerca de cinco mil milhões de euros e quatro mil milhões, respetivamente.
É que, de acordo com as conclusões, Portugal está entre os países mais afetados de forma direta e os números comprovam-no.
Entre 1980 e 2024, o País teve cerca 2% das mortes ligados ao calor extremo, o que coloca Portugal na 8ª posição (empatado com outros países) entre os mais penalizados pela estatística. De resto, o Sul da Europa e a Europa Ocidental são as regiões mais afetadas por eventos climáticos deste âmbito, entre os países cujos dados são públicos.
De resto, outras economias, como Espanha, França, Itália e Alemanha estão entre as mais afetadas, no plano europeu.
É que as perdas, de 2026 a 2030, podem atingir 5% a 7% nas economias mais expostas aos riscos. A Allianz Research aponta a máximos de 240 mil milhões de dólares (cerca de 210 mil milhões de euros) em França, 354 mil milhões de dólares (309 mil milhões de euros) no Japão, 147 mil milhões de dólares (128 mil milhões de euros) em Itália, 131 mil milhões de dólares (114 mil milhões de euros) na Alemanha e 120 mil milhões de dólares (105 mil milhões de euros) em Espanha.
Os dados recolhidos indicam ainda que, entre os 30ºC e os 35ºC, a produtividade cai 1,3 dólares por hora, por cada grau a mais nos termómetros.