Canadá torna-se o "primeiro membro associado" da UE, diz Ursula von der Leyen

A líder da Comissão Europeia salientou que esta "não é uma parceria contra terceiros", depois de um período de tensões entre Europa e os EUA e entre o próprio Canadá e os EUA.
Ursula von der Leyen
Ursula von der Leyen OLIVIER HOSLET / EPA
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As economias da UE e do Canadá vão tornar-se mais próximas num futuro próximo. A presidente da Comissão Europeia anunciou que aquele país se torna o "primeiro membro associado" do bloco, numa altura em que as tensões internacionais condicionam a economia global.

Num discurso sobre o Estado da União em que também abordou o tema da Inteligência Artificial, Ursula von der Leyen falou, minutos mais tarde, diretamente para Mark Carney, primeiro ministro do Canadá. O chefe de governo esteve presente no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a convite da própria Comissão Europeia.

A líder lembrou a intenção de "re-imaginar urgentemente as nossas parcerias. Por isso, gostaria de trabalhar consigo em abrir a porta ao Canadá para ser o primeiro membro associado da UE", anunciou.

A declaração foi seguida por uma salva de palmas da plateia, enquanto o próprio Carney se levantou e deu um abraço a von der Leyen.

"Queremos levar a relação com o Canadá para o nível mais alto possível", sublinhou a própria. O reforço da ligação pode ser visto como uma forma de contrariar a guerra tarifária lançada pelos EUA a quase todas as economias do mundo, incluindo UE e Canadá. No entanto, a líder prosseguiu com a garantia de que não é isso que está em causa.

"Esta não é uma parceria contra terceiros, mas pela nossa força comum", sublinhou, ainda que sem referir os EUA ou qualquer outra potência.

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