China quer desenvolver setor dos serviços para sustentar crescimento económico

O Presidente chinês, Xi Jinping, destacou também o “papel vital” dos serviços na promoção do emprego
Presidente chinês, Xi Jinping
Presidente chinês, Xi JinpingEPA/XINHUA / Ju Peng CHINA OUT
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O Presidente chinês, Xi Jinping, instou esta quarta-feira, 8, a reforçar o desenvolvimento do setor dos serviços, num momento em que Pequim procura estimular o consumo e sustentar uma economia condicionada pela fraqueza da procura interna.

Segundo o jornal oficial Diário do Povo, Xi afirmou que a China deve “dar ênfase ao desenvolvimento” impulsionado pela procura, valorizando as reformas, a inovação tecnológica e a cooperação aberta, para “abrir um novo quadro de desenvolvimento de alta qualidade do setor dos serviços”.

Xi defendeu ainda a necessidade de “expandir e melhorar a qualidade” deste setor, promovendo a especialização dos serviços produtivos e a sua evolução para segmentos de maior valor acrescentado, bem como o desenvolvimento de serviços de consumo quotidiano mais diversificados, de maior qualidade e mais acessíveis.

O líder chinês destacou também o “papel vital” dos serviços na promoção do emprego.

Xi proferiu estas declarações durante uma conferência sobre o setor dos serviços realizada na terça-feira e hoje em Pequim, na qual participou igualmente o primeiro-ministro, Li Qiang, que afirmou que a China deve “adaptar-se às mudanças na estrutura demográfica, no consumo e na indústria” e apostar na criação de “novos motores de crescimento” neste setor.

Nas últimas semanas, as autoridades chinesas têm enfatizado o consumo interno e reiterado a necessidade de reforçar a procura para sustentar o crescimento, embora alguns analistas considerem que Pequim não está a avançar com estímulos suficientemente robustos, continuando a privilegiar políticas centradas na oferta.

A China definiu em março para 2026 uma meta de crescimento “entre 4,5% e 5%”, a mais baixa desde 1991, num contexto marcado pela debilidade da procura interna, riscos de deflação, crise no setor imobiliário e prudência das famílias, que continuam a apresentar níveis elevados de poupança.

Presidente chinês, Xi Jinping
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