CIP quer Europa focada no reforço das relações económicas com África e América Latina

O triângulo económico Europa, América Latina e África oferece oportunidades de investimento e de cooperação, defendeu Armindo Monteiro, no Fórum Empresarial Ibero-Africano.
O presidente da CIP, Armindo Monteiro.
O presidente da CIP, Armindo Monteiro.Foto: D.R.
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“Reforçar as relações entre Europa e África deve ser uma prioridade estratégica para a União Europeia”, defendeu o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, no encerramento do Fórum Empresarial Ibero-Africano, que decorreu em Madrid esta quinta-feira, 5 de novembro. O líder da CIP lembrou também a importância económica da América Latina.

Para Armindo Monteiro, a riqueza de África (tem minerais críticos para as transições energética e digital, a demografia (em 2050, um quarto da população mundial será africana) e o potencial agrícola e energético constituem oportunidades.

O líder da CIP sublinhou também as vantagens de aumentar o investimento, a atividade económica e o emprego no triângulo económico Europa, América Latina e África.

“Importa assegurar o alinhamento dos projetos com as prioridades locais e envolver as empresas desde a sua preparação: as parcerias público-privadas permitem conjugar essas prioridades com a experiência e a capacidade de execução do setor privado”, considerou.

Para Armindo Monteiro, “a ambição dos projetos tem de ser acompanhada por financiamento acessível às empresas e por segurança jurídica para quem investe”.

O presidente da CIP chamou ainda a atenção para o valor estratégico dos portos no processo de integração das economias das três regiões mundiais.

“Num contexto de perturbações nas rotas internacionais, diversificar ligações e garantir alternativas é essencial para a segurança das nossas economias”, disse.

Armindo Monteiro desafiou os empresários a olhar para os portos em conjunto com os corredores ferroviários e rodoviários, as plataformas logísticas e os procedimentos aduaneiros. “Para as empresas, toda esta cadeia tem de funcionar, com custos competitivos e prazos previsíveis”, frisou.

“É este o sentido da cooperação que a CIP quer continuar a desenvolver com a Confederación Española de Organizaciones Empresariales [CEOE] e com as nossas congéneres africanas e latino-americanas”, afirmou Armindo Monteiro.

O III Fórum Ibero-Africano reuniu em Madrid, na sede da CEOE, empresas e entidades da Europa, África e Iberoamérica para impulsionar investimentos e novas vias de cooperação.

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