

O comércio internacional do G20 acelerou no segundo trimestre, com as importações de mercadorias a crescerem 6,7%, contra 5,2% no trimestre anterior, enquanto as exportações mantiveram um ritmo de crescimento próximo dos 5,9%.
Segundo dados divulgados esta sexta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a evolução das importações refletiu aumentos significativos em várias economias do G20, enquanto o crescimento das exportações de mercadorias permaneceu globalmente estável.
Também o comércio de serviços registou uma aceleração no segundo trimestre, com as exportações a aumentarem 3,4%, face a 2,0% nos primeiros três meses do ano, e as importações a crescerem 2,5%, contra 1,5% no trimestre anterior.
Entre as principais economias, as importações de mercadorias dos Estados Unidos cresceram 7,8% no segundo trimestre, acima dos 6,0% registados no trimestre anterior, impulsionadas parcialmente por maiores compras de computadores e acessórios.
Já as exportações norte-americanas desaceleraram para 3,9%, apesar de o aumento dos preços da energia ter contribuído para as vendas externas de petróleo bruto e produtos petrolíferos.
No Canadá, as exportações de mercadorias dispararam 13,5%, apoiadas pelos produtos energéticos e veículos automóveis, enquanto no México as exportações cresceram 12,2% e as importações 7,7%.
Na Ásia, o comércio chinês abrandou face aos fortes crescimentos registados no primeiro trimestre, mas as exportações ainda aumentaram 4,7% e as importações 8,9%, com os produtos mecânicos e elétricos e os bens de alta tecnologia a contribuírem para a evolução.
A Coreia do Sul destacou-se pelo forte crescimento das trocas comerciais, com as exportações a aumentarem 19,3%, sustentadas pelas vendas de semicondutores, e as importações 11,6%, refletindo sobretudo maiores compras de produtos energéticos e equipamento para produção de semicondutores.
Na Europa, as importações de mercadorias aumentaram 4,2% na Alemanha e em França e 4,1% em Itália, impulsionadas por maiores compras de produtos energéticos.
As exportações cresceram 2,1% na Alemanha e 1,8% tanto em França como em Itália.
No Reino Unido, as exportações de mercadorias aceleraram para 6,6% e as importações para 5,7%, com a evolução explicada por um maior comércio de maquinaria e equipamento de transporte e de combustíveis.
A Índia registou uma subida particularmente forte das exportações, de 20,4%, com aumentos generalizados, enquanto as importações cresceram 8,7%, parcialmente impulsionadas pelas compras de petróleo e produtos eletrónicos.
Nos serviços, a China registou uma forte aceleração, com as exportações a dispararem 16,6%, impulsionadas pelos serviços de transporte, viagens e tecnologias da informação e comunicação.
As importações chinesas cresceram 7,5%, devido a maiores despesas com transporte, seguros e outros serviços empresariais.
No Japão, as exportações de serviços cresceram 7,8%, após uma contração no trimestre anterior, enquanto as importações diminuíram 2,0%.
Na Coreia do Sul, as exportações aumentaram 5,6% e as importações recuperaram para um crescimento de 3,9%.
Nos Estados Unidos, as exportações de serviços cresceram 1,2% e as importações 1,5%.
Entre as principais economias europeias do G20, as exportações de serviços registaram um aumento na França, graças ao aumento das receitas provenientes dos transportes e das viagens, enquanto registaram uma desaceleração na Alemanha e na Itália.
As importações de serviços diminuíram na França e aumentaram na Alemanha e na Itália.