Conselho da UE recomenda a Portugal mais habitação acessível e melhor acesso à saúde

Os ministros das Finanças da União Europeia pedem ainda reformas nas pensões e na fiscalidade, mais investimento em inovação e o cumprimento das metas orçamentais.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças de Portugal, esteve na reunião do Conselho da UE
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças de Portugal, esteve na reunião do Conselho da UEFRANCOIS LENOIR / União Europeia
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O Conselho da União Europeia (UE) recomendou esta sexta-feira (10 de julho) a Portugal que aposte na habitação acessível e melhor o acesso à saúde, assegurando que a despesa líquida se mantém dentro dos limites já estabelecidos.

Numa recomendação divulgada no âmbito do Semestre Europeu 2026, os ministros das Finanças da UE, reunidos em Bruxelas, recomendam que o Governo invista no acesso à saúde, nomeadamente solucionando as carências de profissionais da área.

O governo português deve ainda abordar “a acessibilidade económica e a disponibilidade de habitação, nomeadamente através da criação de incentivos para uma utilização mais eficiente do parque habitacional, inclusive mediante uma recalibração da estrutura fiscal”.

Neste campo, é ainda recomendado a expansão da oferta de habitação, incluindo habitação acessível e social, e o “reforço da coordenação e da governação da política de habitação, a par de um planeamento integrado a nível urbano, de ordenamento do território e de transportes”.

Por outro lado, Portugal deve tomar medidas para garantir a sustentabilidade orçamental a médio prazo do sistema de pensões e promover regimes de pensões complementares, bem como melhorar a eficácia do sistema fiscal, nomeadamente através da racionalização dos benefícios fiscais, tendo ainda de melhorar o acesso a capital de risco e a fundos privados, continuando simultaneamente a apostar no aumento da literacia financeira, e apoiar o investimento na investigação e na inovação.

Para o Conselho, deve ser também assegurada a continuidade das reformas e dos investimentos criados ao abrigo do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, acelerados os esforços de execução dos programas da política de coesão, podendo ser reafetados às prioridades estratégicas e nas flexibilidades acordadas no âmbito da revisão intercalar do quadro da política de coesão.

Os ministros indicam ainda que a descarbonização dos sistemas de transportes deve continuar, a par do reforço do sistema de distribuição de eletricidade, e melhorar a gestão da água.

Para além disto, o Conselho, seguindo as orientações já traçadas pela Comissão Europeia, quer que Portugal garanta que as medidas tomadas para atenuar o impacto da subida dos preços da energia sejam “temporárias, direcionadas para a proteção dos agregados familiares vulneráveis ou para a resposta às necessidades das empresas com forte consumo de energia, preservem os incentivos à poupança de energia e que o seu custo orçamental seja compatível com os compromissos assumidos no âmbito do quadro orçamental da UE”.

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