

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em setembro terminou esta terça-feira, 21 de julho, no mercado de futuros de Londres em alta de 2,01%, para os 91,01 dólares, impulsionado pelas tensões entre Estados Unidos e Irão no Médio Oriente.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,79 dólares acima dos 89,22 dólares com que encerrou as transações na segunda-feira.
O Brent subiu num momento de escalada das tensões entre os EUA e o Irão, o que aumentou as preocupações do mercado sobre possíveis interrupções no fornecimento de crude de uma das principais regiões produtoras do mundo.
Além disso, a ameaça dos rebeldes Houthis do Iémen de bloquear o tráfego marítimo no mar Vermelho aumentou as preocupações com as rotas de transporte de petróleo, depois de várias embarcações terem alterado as suas rotas devido ao risco de ataques.
Estas ameaças foram abordadas esta terça-feira pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que alertou para a possibilidade de tomar medidas caso os rebeldes houthis no Iémen, aliados do Irão, bloqueiem o mar Vermelho.
O estreito de Bab al-Mandeb, porta de entrada para o mar Vermelho, tornou-se uma das principais rotas alternativas ao estreito de Ormuz, que foi novamente bloqueado pelo Irão após o retomar da ofensiva dos EUA.
Se Trump decidir tomar medidas contra o bloqueio, após ter lembrado que já bombardeou alvos dos houthis, a guerra no Médio Oriente continuará a intensificar-se e provavelmente continuará a ter impacto no preço do crude.
Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) manifestou hoje a sua "preocupação com a segurança do abastecimento energético", após a renovação das tensões no Médio Oriente.
Embora a agência tenha indicado que existem "diversos fatores atenuantes", o seu diretor-executivo, Fatih Birol, alertou que as ameaças ao estreito de Bab al-Mandeb são precisamente o que aumenta as preocupações, dado que se tornou uma rota alternativa ao estreito de Ormuz.