Crédito ao consumo regista subida homóloga de 13,6% para 881 milhões até abril

Segundo o BdP, no quarto mês do ano, foram celebrados 146.018 novos contratos, menos 16.231 que em março e correspondendo a uma redução de 64 milhões face ao mês anterior.
A atual sede do Banco de Portugal.
A atual sede do Banco de Portugal.
Publicado a

Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões em crédito ao consumo, o que traduz uma subida homóloga acumulada de 13,6%, divulgou esta sexta-feira o Banco de Portugal (BdP).

No mês foram celebrados 146.018 novos contratos, menos 16.231 que em março e correspondendo a uma redução de 64 milhões face ao mês anterior. O universo inclui crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável (cartões de crédito, descobertos e linhas).

A taxa de variação homóloga acumulada (TVHA) — que elimina efeitos sazonais e compara os 12 meses terminados em abril de 2026 com os 12 meses anteriores — aumentou para 16,7% no crédito pessoal (mais 2,1 p.p.), 13,6% no crédito automóvel (mais 1,5 p.p.) e 4,8% no crédito renovável (3,8% em março).

Por categorias, o crédito renovável foi responsável por 47,6% dos contratos (69.555) mas representou apenas 15,1% do montante contratado (117,2 milhões). O crédito automóvel totalizou 21.147 contratos e 346,9 milhões de euros — acima dos 18.006 contratos e 281,3 milhões registados um ano antes. O crédito pessoal atingiu 417 milhões em abril, mais 96 milhões que em abril de 2025, com um aumento de 9.216 contratos no ano.

Quanto ao custo do crédito, medido pela TAEG, o crédito renovável apresenta a taxa média mais elevada (18,2%), seguido do crédito pessoal (11,9%) e do crédito automóvel (10,6%).

O montante mediano por nova contratação é de 13.958 euros no automóvel, cinco mil no pessoal e mil euros no renovável. A taxa de utilização do crédito renovável — rácio entre montante vivo e total contratado — situou‑se em 26,9% em abril de 2026.

No final de abril havia 6,47 milhões de contratos vivos, com um saldo total de 24.792 milhões. A maioria dos contratos vivos era crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.223 milhões de euros, o crédito automóvel representava o maior montante vivo (10.130 milhões) e o crédito pessoal apresentava um saldo de 9.742 milhões.

A atual sede do Banco de Portugal.
Crédito ao consumo aumenta em março para 944 milhões, valor mais alto de sempre
Diário de Notícias
www.dn.pt