Crédito à habitação dispara 10,9% em junho, a maior subida desde 2003

O stock de empréstimos para habitação em Portugal chegou aos 116,8 mil milhões de euros no final do sexto mês do ano, representando um aumento de mais de mil milhões em relação a maio.
Crédito à habitação dispara 10,9% em junho, a maior subida desde 2003
Foto: José Mota
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O stock de empréstimos para habitação em Portugal atingiu 116,8 mil milhões de euros no final de junho de 2026, correspondendo a uma taxa de variação anual de 10,9% — a mais alta desde fevereiro de 2003, anunciou esta segunda-feira o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o banco central, trata-se de "um aumento de 1.056 milhões de euros relativamente ao mês anterior”.

A tendência de subida, que o BdP identifica como iniciada em 2024, mostra um dinamismo do crédito à habitação superior ao observado na área do euro.

No segmento do crédito ao consumo e outros fins, o montante aumentou 249 milhões de euros em junho, para 35,3 mil milhões, com uma taxa anual estável em 9,3% — resultado de uma queda nos empréstimos para outros fins (9,1%) e de um aumento nos empréstimos ao consumo (9,4%).

Entre as empresas, o stock de empréstimos subiu para 77,5 mil milhões de euros, mais 1,4 mil milhões face a maio, com crescimento homólogo de 5,8% (contra 5,5% em maio).

As microempresas desaceleraram (taxa anual de 11,7% em junho contra 12,4% em maio), enquanto as pequenas empresas cresceram 7,5% e as médias 1,5% (0,4% em maio). As grandes empresas regressaram a uma variação anual positiva de 0,6%, interrompendo oito meses de descida.

Por setores, construção e atividades imobiliárias desaceleraram ligeiramente (11,6% em junho contra 11,9% em maio). Comércio, transporte e alojamento aumentaram a taxa anual para 4,8%, e indústrias e eletricidade subiram 1,8% (variação de 0,5% mensal).

No lado dos depósitos, o stock dos particulares cresceu 2,3 mil milhões de euros face a maio, para 205,3 mil milhões, com uma taxa anual de 4,8% (4,6% em maio). O aumento em cadeia foi sobretudo explicado por mais 2,2 mil milhões nas responsabilidades à vista e 149 milhões em depósitos a prazo.

Os depósitos das empresas totalizaram 79,1 mil milhões — ligeira queda mensal de seis milhões — mas com taxa anual crescente para 12,7% (12,2% em maio).

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