

O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) aumentou 7,2% em junho relativamente ao mesmo mês de 2025, segundo uma estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística INE) esta segunda-feira.
Esta taxa de variação homóloga é 0,3 pontos percentuais superior à registada em maio de 2026.
Em detalhe, o custo da mão‑de‑obra subiu 8% em termos homólogos, contribuindo com 3,7 pontos percentuais para a formação da taxa agregada do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova, contra 3,5 pontos percentuais no mês anterior.
Os preços dos materiais aumentaram 6,5% em termos homólogos, com um contributo de 3,5 p.p., ligeiramente acima dos 3,4 pontos percentuais observados em maio.
Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do índice destacam‑se os betumes, com uma subida de cerca de 35%, assim como o fio de cobre, nu e revestido, e os tubos de PVC, ambos com aumentos na ordem dos 25% em termos homólogos.
No conjunto de materiais observados para a formulação do índice não se verificaram reduções homólogas.
Na comparação em cadeia, o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova registou uma variação de 0,6% em junho de 2026, valor que representa uma diminuição de 0,5 pontos percentuais face a maio de 2026 e é 0,3 p.p. superior ao observado em junho de 2025.
Neste agregado mensal, o custo dos materiais registou uma descida de 0,2%, enquanto o custo da mão‑de‑obra aumentou 1,5%.
Para a variação mensal, a mão‑de‑obra contribuiu com 0,7 pontos percentuais, ao passo que a contribuição dos preços dos materiais foi de ‑0,1 p.p., comparativamente a maio, quando as contribuições foram de 0,4 pontos percentuais para a mão‑de‑obra e 0,7% para os materiais.
A leitura destes dados indica uma pressão continuada sobre os custos de construção de habitação nova, sustentada principalmente pelo aumento dos custos com mão‑de‑obra e por subidas significativas em matérias‑primas específicas.