

Até agosto de 2026, as exportações de bens em Portugal subiram 2,9%, enquanto as importações cresceram 5,3%, resultando num agravamento do défice comercial em 2.450 milhões de euros, atingindo 24.424 milhões. Estes dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Excluindo as transações TTE — operações sem transferência de propriedade — o crescimento das exportações e importações foi ainda mais notável, com aumentos de 6,7% e 8,6%, respetivamente.
Em agosto, as exportações cresceram 6,8% em termos homólogos, superando o crescimento das importações, que foi de 2,8%. Isso resultou numa redução do défice da balança comercial em 115 milhões de euros, situando-se em 2.991 milhões.
Contudo, excluindo TTE, as exportações aumentaram 11,6% e as importações 7,7%, com o défice comercial a agravar-se em 47 milhões, para 3.024 milhões de euros.
Excluindo combustíveis, as exportações cresceram 2,8%, refletindo um forte aumento nos preços e volumes. As importações, por sua vez, cresceram 0,5%, impulsionadas principalmente pelos preços dos combustíveis.
Destacaram-se nas exportações os aumentos de máquinas e bens de capital (16,7%) e fornecimentos industriais (6,5%), enquanto o material de transporte caiu 19,1%. Nas importações, além dos combustíveis, máquinas e bens de capital também subiram 16,7%.
A Espanha e os Países Baixos foram os principais destinos de exportação, com aumentos de 11,2% e 46,8%, respetivamente. Em contraste, as exportações para os EUA caíram 28,5%.
Nas importações, Espanha e China lideraram com aumentos de 8,1% e 27,3%. A Irlanda viu uma queda significativa de 75,9% nas importações, principalmente de produtos químicos.
O índice de preços das exportações cresceu 6,8%, enquanto o das importações aumentou 5,1%, ambos mantendo tendências de crescimento ao longo do ano.