

As dormidas no setor do alojamento turístico registaram em setembro o maior crescimento em quatro meses, subindo 2% para 8,7 milhões, e acumulam um aumento de 1,5% nos primeiros nove meses, para 66,0 milhões, divulgou esta sexta-feira o INE.
De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), no acumulado dos primeiros nove meses do ano, os proveitos totais do setor cresceram 5,3% para 6.020,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) subiram 5,0% para 4.649,2 milhões.
Considerando apenas o mês de setembro, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+2,5%) e 8,7 milhões de dormidas (+2,0%).
Nesse mês, os proveitos totais ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões, correspondendo a crescimentos de 6,1% e 6,0%, respetivamente.
Em setembro, o crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes, embora com evoluções distintas: As dormidas dos residentes aumentaram 3,1% para 2,5 milhões, acelerando face a agosto (+1,4%), enquanto as dormidas de não residentes cresceram 1,6% para 6,2 milhões, abrandando ligeiramente face ao mês anterior (+1,9%).
Os 10 principais mercados emissores concentraram 75,6% do total de dormidas de não residentes, mantendo-se o mercado britânico como principal emissor, com uma quota de 19,1% e um crescimento de 3,0% (3,4% em agosto).
O mercado alemão ocupou a segunda posição, com uma quota de 12,0%, apesar de ter registado um decréscimo de 2,9%, após crescer 0,4% em agosto, seguido do mercado norte-americano, que representou 11,4% das dormidas de não residentes, com um crescimento de 5,7% (idêntico ao mês anterior).
Entre os 10 principais mercados emissores, o INE destaca o polaco com o maior crescimento (+11,0%), enquanto o mercado francês manteve o maior decréscimo (-5,5%).
Os proveitos do setor, que aceleraram em setembro, concentraram-se, sobretudo, na Grande Lisboa, que concentrou a maior parcela (28,0% dos proveitos totais e 29,4% dos proveitos de aposento), seguida do Algarve (27,0% e 26,3%, pela mesma ordem) e do Norte (17,1% e 17,5%, respetivamente).
Os maiores crescimentos homólogos registaram-se no Norte (+10,3% nos proveitos totais e +10,6% nos de aposento) e no Alentejo (+9,3% e +7,5%, pela mesma ordem).
Em setembro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 102,0 euros, aumentando 2,8% (+1,6% em agosto), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 147,3 euros (+3,3%, após +2,8% em agosto).
No mês em análise, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Norte (6,6%), seguido do Centro e da Grande Lisboa (+2,8% em ambas as regiões). Em sentido contrário, o maior decréscimo foi observado no Oeste e Vale do Tejo (-2,0%).
O Algarve (27,5% do total), a Grande Lisboa (22,2%) e o Norte (18,8%) concentraram, em conjunto, 68,5% do total de dormidas.
O INE detalha que as dormidas de residentes cresceram, sobretudo, na Península de Setúbal (+10,1%), na Grande Lisboa (+8,0%) e no Centro (+7,5%). Os Açores (-11,1%) e o Algarve (-2,0%) foram as únicas regiões a apresentar decréscimos.
Relativamente às dormidas de não residentes, a evolução foi maioritariamente negativa nas diferentes regiões, com os maiores decréscimos a ocorrerem no Oeste e Vale do Tejo (-7,7%) e no Centro (-4,8%) e o Norte a registar o maior crescimento (+7,5%), seguido dos Açores (+1,9%).
Em setembro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,57 noites, correspondendo a um decréscimo homólogo de 0,4%, após já ter caído 0,1% em agosto.
Já a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 56,5%, diminuindo 0,3 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano anterior (-0,5 pontos percentuais em agosto), e a taxa líquida de ocupação-quarto situou-se em 69,3%, correspondendo a um decréscimo de 0,4 pontos (-0,8 pontos em agosto).