

O eclipse total do sol de 12 de agosto deverá reduzir a produção de energia solar na Península Ibérica em cerca de cinco gigawatts (GW), o equivalente a 13% da procura máxima registada numa típica quarta-feira de agosto.
Segundo informou esta quinta-feira o operador do sistema elétrico espanhol, a Red Eléctrica, o fenómeno terá um impacto “limitado e temporário” na produção solar - concretamente fotovoltaica -, uma vez que ocorrerá num período em que esta tecnologia, naturalmente, regista um declínio, e não coincidirá com o pico de procura habitual do mês de agosto.
Embora este cenário não deva, previsivelmente, ter repercussões na cobertura da procura, a Red Eléctrica irá implementar medidas preventivas.
Entre elas está a “estreita coordenação” com os organismos oficiais, com os restantes transportadores e operadores de sistemas elétricos europeus e com os centros de controlo de produção e distribuição.
Da mesma forma, serão aumentadas as reservas e as margens de segurança habituais, e proceder-se-á à monitorização e acompanhamento constantes do fenómeno, concluiu o operador espanhol.
De acordo com o 'site' da Ciência Viva, em Portugal o eclipse será total apenas numa área restrita do Parque Natural de Montesinho, perto de Bragança.
No resto do país, o eclipse será parcial, uma vez que o obscurecimento rondará os 92% e 99% em todo o território continental e os 74% a 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
O último eclipse total do Sol em Portugal aconteceu em 1912 e o próximo será em 2144, "tornando o eclipse de 2026 um fenómeno raro e um momento importante para várias gerações".
Um eclipse total do Sol ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados, e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos.