

A economia portuguesa cresceu 2,4% em termos homólogos no terceiro trimestre. Um abrandamento que resulta, em parte, da redução do investimento e de despesas em território nacional.
De acordo com as estimativas rápidas do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou 0,2 pontos percentuais (p.p.) face ao segundo trimestre (2,6% naquele período), mas acelerou 0,3 p.p. no período homólogo (2,1% no terceiro trimestre do ano passado).
O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu no terceiro trimestre, face ao segundo. Algo que coincidiu com o abrandamento do investimento e das despesas de consumo final.
A procura externa líquida gerou um contributo menos negativo, em função de uma desaceleração em volume mais pronunciada nas importações de bens e serviços do que nas exportações.
No terceiro trimestre e em comparação com o período entre abril e junho, o PIB aumentou 0,2% (desaceleração face à subida de 0,9% no período anterior). O contributo da procura interna voltou a ser positivo, ligado ao aumento do investimento e a um crescimento menos vincado do consumo privado.
Por outro lado, a procura externa líquida gerou um contributo ligeiramente negativo, fruto de as exportações caírem mais do que as importações.