

O mais recente Barómetro de Conjuntura Económica da CIP/ISEG, divulgado esta quarta-feira, assinala uma desaceleração no crescimento da economia portuguesa no terceiro trimestre de 2026, prevendo-se que esta tendência se mantenha até ao final do ano. No entanto, a possibilidade de uma revisão em alta do crescimento anual mantém-se.
A economia portuguesa, após um crescimento de 0,9% no PIB no segundo trimestre, enfrenta incertezas devido aos elevados preços da energia, restrições monetárias e o encerramento do PRR. Segundo Rafael Alves Rocha, diretor-geral da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), estes fatores poderão abrandar o crescimento nos meses seguintes.
Apesar dos desafios, um crescimento nulo no restante do ano poderá garantir um aumento anual de 2,1%. Caso as previsões do Banco de Portugal se concretizem, este crescimento poderá alcançar 2,4%, sustenta no documento.
Em setembro, o índice do ISEG situou-se em 48,4, ligeiramente abaixo de julho, mas ainda com um aumento de 2,8% em termos homólogos. A divergência de opiniões entre os especialistas indica uma menor unanimidade sobre a evolução económica, realça a barómetro.
Rafael Alves Rocha alerta que “as empresas estão a resistir a repercutir o aumento dos custos nos seus preços finais, esmagando as suas margens”.
“Face à persistência em alta dos preços da energia e ao aumento dos custos de financiamento, esta situação não é sustentável por muito tempo e poderá ensombrar a evolução da economia portuguesa nos próximos meses”, acrescenta o diretor-geral da CIP.
A CIP promete continuar a monitorizar a situação, sublinhando a necessidade de ajustes estratégicos neste contexto desafiador.