

A economia dos EUA cresceu a um ritmo sólido de 2,2% de abril a junho, impulsionada pelo forte consumo das famílias e pelos investimentos das empresas.
O crescimento do produto interno bruto — a produção de bens e serviços do país — desacelerou em relação aos 2,5% registados de janeiro a março, informou esta quinta-feira o Departamento de Comércio.
Mas, o crescimento do segundo trimestre foi uma melhoria face à estimativa anterior do departamento de 1,5%, uma surpresa para os economistas, que esperavam pouca ou nenhuma alteração no PIB.
O consumo das famílias, que representa cerca de 70% da atividade económica dos EUA, aumentou a um ritmo anual saudável de 3,8%, acima dos 0,7% do período de janeiro a março.
O consumo tem sido ajudado pelo mercado de ações forte, que reflete o entusiasmo pelas perspetivas da inteligência artificial, enriquecendo investidores ricos e dando-lhes mais dinheiro para gastar.
O número geral de crescimento foi puxado para baixo pelas importações. As importações são subtraídas do crescimento porque o PIB só deve contar a produção doméstica.
As importações aumentaram a um ritmo anual de 12,6% de abril a junho, em parte devido a um aumento nos envios de chips de computador e outros produtos que apoiam o investimento em inteligência artificial, e reduziram quase 1,7 pontos percentuais do crescimento do segundo trimestre.
A economia dos EUA tem-se mostrado surpreendentemente resiliente face aos conflitos com o Irão e ao aumento dos preços da energia que aquela guerra provocou.
O investimento em habitação subiu 2,8%, aumentando pela primeira vez desde o final de 2024.
O mercado imobiliário tem estado deprimido devido às altas taxas de hipoteca.
O relatório desta quinta-feira foi o último de três estimativas do Departamento de Comércio sobre o crescimento do PIB do segundo trimestre. A primeira análise do crescimento do terceiro trimestre está prevista para 29 de outubro.