

O Instituto Nacional de Estatística do país vizinho revelou, esta quinta-feira, que o Produto Interno Bruto de Espanha (PIB) cresceu 2,7% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período de 2025 e 0,6% em cadeia, ou seja, em relação aos três meses anteriores.
O motor deste crescimento foi a procura interna. Segundo o INE, o consumo privado e investimento explicaram uma contribuição positiva de 3,5 pontos percentuais para o aumento homólogo do PIB. Em contrapartida, a balança externa teve um impacto negativo de 0,8 pontos, refletindo um contributo desfavorável entre exportações e importações.
A tendência de 2025 manteve‑se sólida, já que a economia espanhola cresceu 2,8% no ano, acima das médias da zona euro (1,5%) e da União Europeia (1,6%), segundo estimativas do Eurostat — uma aceleração face a 2024.
É bom lembrar, contudo, que as perspetivas foram revistas em baixa pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pois, em março, cortou em 0,2 pontos percentuais a previsão de crescimento para este ano, fixando‑a em 2,1% e atribuindo a correção ao impacto negativo da guerra no Médio Oriente.
O organismo considerou, na altura, que a economia espanhola continuará a ser suportada pelo consumo e pelo investimento, bem como por uma descida da taxa de poupança de forma a atenuar as consequências do choque energético junto das famílias.