Economia portuguesa acumula excedente externo de 2,4 mil milhões até julho

Em cadeia, é praticamente o dobro, mas o valor continua abaixo do verificado nos mesmos meses de 2024 (6,5 mil milhões de euros) e 2025 (3,9 mil milhões), segundo o Banco de Portugal (BdP).
Economia portuguesa acumula excedente externo de 2,4 mil milhões até julho
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A economia portuguesa registou um excedente externo de 2.397 milhões de euros até julho, menos 39,5% que no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

Em cadeia, é praticamente o dobro (+99,6%) face aos 1.201 milhões de euros até junho, mas o valor continua abaixo do verificado nos mesmos meses de 2024 (6.534 milhões de euros) e 2025 (3.960 milhões de euros).

O BdP atribuiu esta variação ao aumento de quase 2.700 milhões de euros no défice da balança de bens, à redução de 268 milhões de euros do excedente da balança de rendimento secundário e o aumento de cerca de 1.300 milhões de euros do excedente da balança de capital.

No caso da balança de bens, o BdP assinalou que o aumento das importações (em mais 5.400 milhões de euros) foi superior ao das importações (+2.700 milhões de euros).

Já a redução do excedente da balança de rendimento secundário foi principalmente devido “ao aumento da contribuição financeira de Portugal para o orçamento da União Europeia (UE)".

O aumento do excedente da balança de capital é explicado pela subida dos recebimentos de indemnizações de resseguros provenientes do exterior – principalmente compensações por danos causados pelas tempestades no início do ano –, bem como pelo crescimento das atribuições, aos beneficiários finais, de fundos europeus classificados como ajudas ao investimento e que inclui o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O banco central assinala que a capacidade de financiamento da economia portuguesa até julho resultou num saldo da balança financeira de 1.072 milhões de euros, contra 630 milhões de euros no mês anterior e 4.275 milhões de euros um ano antes.

“Os setores que mais contribuíram para este saldo positivo foram as seguradoras e fundos de pensões, por via do investimento em títulos de dívida emitidos por não residentes, e os particulares, pelo aumento do investimento em unidades de participação emitidas por fundos de investimento não residentes”, refere o BdP, numa nota.

Já o banco central e as empresas não financeiras tiveram as maiores reduções de ativos líquidos, “devido ao crescimento dos passivos de capital e depósitos, respetivamente”.

Apenas no mês de julho, a economia portuguesa teve um excedente externo de cerca de 1.200 milhões de euros, contra 1.700 milhões de euros no mesmo mês de 2025.

De acordo com o BdP, a redução reflete o aumento do défice da balança de bens em 196 milhões de euros, a redução em 141 milhões de euros do excedente da balança de serviços, a diminuição de 79 milhões de euros do excedente da balança de rendimento secundário e o aumento de 77 milhões de euros do défice da balança de rendimento primário.

Economia portuguesa acumula excedente externo de 2,4 mil milhões até julho
Economia portuguesa acumula excedente externo de 1.201 milhões até junho
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