Economia portuguesa financiou exterior em 2,7% do PIB em 2025

Segundo o Banco de Portugal (BdP), trata-se de uma descida de 0,6 pontos percentuais (p.p.) em relação ao ano de 2024
Economia portuguesa financiou exterior em 2,7% do PIB em 2025
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A economia portuguesa financiou o exterior em 2,7% do PIB em 2025, uma redução de 0,6 pontos percentuais face àquela que tinha sido a maior capacidade de financiamento em quase três décadas, disse esta sexta-feira, 10, o BdP.

“Em 2025, a economia portuguesa financiou o exterior em 2,7% do PIB [Produto Interno Bruto], o que representa uma redução de 0,6 pontos percentuais (p.p.) em relação ao ano anterior”, diz o Banco de Portugal (BdP) num comunicado hoje divulgado sobre as contas nacionais financeiras.

De acordo com o banco central, os particulares, o setor financeiro e as administrações públicas registaram capacidades de financiamento de 3,9%, 1,1% e 0,8% do PIB, respetivamente.

Já as empresas não financeiras foram o único setor residente a apresentar necessidade de financiamento em 2025, no equivalente a 3,1% do PIB.

Em 2025, os particulares foram o setor com maior capacidade de financiamento, com 3,94% do PIB, tendo financiado todos os restantes setores, destacando-se o resto do mundo (1,3%) e o setor financeiro (1,0%).

Para o setor financeiro, contribui o investimento em unidades de participação emitidas por fundos de investimento não residentes (0,7%), enquanto junto do setor financeiro o acréscimo dos empréstimos obtidos (4,1% do PIB) foi compensado pelo aumento dos depósitos (2,6% do PIB) e do investimento em regimes de seguros e em ações e outras participações (1,3% e 1,0% do PIB, respetivamente).

Também o setor financeiro financiou o exterior, na ordem de 5,2% do PIB, fruto, sobretudo, da compra de títulos de dívida estrangeiros (10,1% do PIB), compensados pelo aumento de depósitos de não residentes junto do setor (6,5% do PIB).

A redução de títulos de dívida pública em carteira das instituições financeiras, na ordem de 3,0% do PIB, contribuiu para que as administrações públicas financiassem o setor financeiro em 2,7% do PIB em 2025.

As empresas não financeiras residentes tiveram no exterior o principal financiador, na ordem de 2,8% do PIB.

“Destacou-se o investimento de não residentes em ações e outras participações de empresas não financeiras (2,9% do PIB), assim como em títulos de dívida emitidos por estas empresas (1,3% do PIB)”, refere o BdP, que acrescenta que estes efeitos foram parcialmente compensados pelo investimento das empresas em ações e outras participações de entidades não residentes (1,3% do PIB).

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