Economista Alan Greenspan, ex-presidente da Fed, morre aos 100 anos

Liderou a Reserva Federal norte-americana de 1987 a 2005
Greenspan ficou a apenas cinco meses do recorde de mandato mais longo para um presidente do banco central
Greenspan ficou a apenas cinco meses do recorde de mandato mais longo para um presidente do banco central EPA/MICHAEL REYNOLDS
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Alan Greenspan, economista que cumpriu cinco mandatos como presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, morreu hoje aos 100 anos.

Andrea Mitchell, mulher do economista, disse que Greenspan morreu "devido a complicações da doença de Parkinson”, em comunicado citado pela NBC News.

Alan Greenspan liderou a Fed de 1987 a 2005 e foi o responsável pela introdução do comunicado que o banco central emite após cada reunião, anunciando a sua decisão.

Apelidado de "Maestro", Greenspan nasceu em 06 de março de 1926, na cidade de Nova Iorque, onde cresceu e estudou.

Em 1968, tornou-se conselheiro da campanha presidencial do candidato republicano Richard Nixon e, após ocupar vários cargos nos governos de Nixon, Gerald Ford e Ronald Reagan, foi indicado por Reagan para suceder Paul Volcker como presidente da Fed dos Estados Unidos.

Na Fed, passou pelos governos de quatro presidentes: Ronald Reagan, George H.W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush.

Nos seus 18 anos e meio à frente do banco central, Greenspan presidiu uma era sustentada de crescimento e prosperidade nos Estados Unidos, que, no entanto, terminou com a crise em 2008, dois anos depois de ter deixado a Fed.

Num livro que lançou em 2013, Greenspan defendeu-se de críticas que lhe atribuíam grande parte da culpa pela crise financeira de 2008, argumentando que as previsões económicas tradicionais não conseguiam acompanhar a tomada de riscos irracionais que podem alimentar bolhas de preços catastróficas.

Após a saída da presidência da Fed, Greenspan continuou a acompanhar os dados económicos e liderava a sua própria empresa de consultoria, a Greenspan Associates, através da qual dava conselhos a clientes de Wall Street e várias palestras.

Escreveu as suas memórias e outros dois livros sobre a economia, além de opinar sobre os últimos desenvolvimentos económicos em programas de notícias da televisão.

O economista também assinou artigos de opinião e declarações defendendo a independência política da Fed dos ataques contínuos do Presidente dos EUA, Donald Trump.

Em janeiro de 2026, assinou uma declaração criticando a investigação do governo Trump sobre o então presidente da Fed, Jerome Powell.

O mandato de Greenspan como presidente da Fed ficou a apenas cinco meses do recorde de mandato mais longo para um presidente do banco central, distinção que pertence a William McChesney Martin, que ocupou o cargo de 1951 até o início de 1970.

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