

O consumo de energia para arrefecimento das casas duplicou em apenas seis anos, na UE. Portugal é o Estado-membro que mais consome energias renováveis para este fim.
Com a chegada das temperaturas altas, as famílias sentem a necessidade de arrefecer as casas. É sobre esta tendência que incide a mais recente análise do Eurostat, que esclarece que o gás natural ainda lidera entre as fontes, relegando as renováveis para a terceira posição, no consumo total dos 27 países em estudo.
De 40,5 mil terajoules (TJ) destinados a arrefecimento, na UE, em 2018, observou-se um aumento para 80,4 mil em 2024. No mesmo período, o consumo anual aumentou sempre em cadeia, à exceção de 2020 e 2023 (descidas de 2,5% e 1,9%, respetivamente).
Os países que mais consumiram em 2024 foram Itália, Espanha e Grécia (26,3 mil TJ, 14,3 mil e 11,8 mil, respetivamente), todos eles entre os países mais quentes da Europa, no verão.
Outro aspeto importante passa pelas fontes de energia. Em 2024, o gás natural liderou (29,4% do total), seguido pela eletricidade (26,9%) e renováveis e biocombustíveis (22,8%). Mais abaixo, surgem o petróleo e produtos petrolíferos (10,4%, se excluído o biocombustível), a energia térmica (8,5%) e os combustíveis fósseis sólidos (1,9%).
Olhando exclusivamente para as famílias portuguesas, são as que mais usam energia produzida através de fontes renováveis, com o propósito de baixar as temperaturas da habitação. É que aquelas fontes são responsáveis por 86,6% da energia consumida para arrefecimento (muito acima dos 54% registados para a UE). Seguem-se Croácia (61,9%), Malta (61,7%) e Bulgária (60,2%).