

A agência que faz a gestão da dívida pública portuguesa, o IGCP, volta a testar o apetite dos investidores internacionais com a emissão de novos títulos de longo prazo.
A operação financeira divide-se em duas frentes com prazos alargados: uma linha com maturidade fixada para daqui a sensivelmente dez anos (junho de 2036) e outra com um horizonte temporal que se estende até aos 26 anos (abril de 2052).
A meta da instituição liderada pelo Estado passa por arrecadar um encaixe financeiro global que oscilará entre os 1.250 milhões e os 1.500 milhões de euros.
Esta estratégia de captação de fundos surge cerca de um mês após a última ida aos mercados.
No início de setembro, a agência responsável pela tesouraria nacional conseguiu angariar 1.631 milhões de euros através de três tranches distintas de Obrigações do Tesouro, cujos prazos de reembolso se fixavam a três, oito e nove anos.
Na altura, os juros médios que o Estado se comprometeu a pagar fixaram-se em 3,122%, 3,559% e 3,632%, respetivamente.