

Mais um episódio na guerra comercial lançada por Donald Trump. Desta vez, o anúncio vem com uma acusação de "trabalhos forçados", por parte do representante comercial.
O presidente dos EUA avança com uma nova vaga de de tarifas alfandegárias, depois de a anterior ter sido anulada pelo Supremo Tribunal daquele país. Em causa estão, agora, tarifas de 10% e 12,5% a 60 economias de todo o mundo, entre as quais a Europa.
Em causa está um comunicado oficial do Escritório do Representante Comercial dos EUA, um órgão executivo que responde ao presidente dos EUA, neste momento Donald Trump.
No documento, informa-se da intenção de aplicar tarifas às importações que chegam à maior economia do mundo vindas de algumas das maiores. Por um lado, a administração quer aplicar tarifas de 10% aos Estados-membros da União Europeia (UE), a par do Reino Unido, Canadá, México e Taiwan, entre outros países.
Mais além vai a intenção de aplicar tarifas à China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça, nos 12,5%. Na base está a ideia de aplicar tarifas mais leves às economias que proíbem importações realizadas com recurso a trabalho forçado ou que se comprometeram a fazê-lo. As restantes serão castigadas com as tarifas mais altas.
"É inaceitável que os nossos parceiros comerciais mais importantes não abordem a questão da importação de produtos fabricados com trabalhos forçados", salienta Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, no mesmo documento.
"Isto gera uma situação em que os trabalhadores norte-americanos se veem obrigados a competir a nível mundial em condições de desigualdade", de tal forma que "não vamos tolerar mais esta disparidade", remata.