

A Europa mantém-se altamente exposta aos problemas gerados pela guerra no Golfo, de tal forma que está em défice ao nível do combustível de aviação (jet fuel). A situação não deverá alterar-se até final de 2026.
Desde o início do conflito e da escalada dos preços (iniciada em março, mas com novo fôlego a partir do final de junho), os países europeus precisaram de arranjar alternativas aos recursos energéticos do Médio Oriente. Posto isto, importam grandes quantidades de jet fuel de países como EUA, Canadá e Nigéria. Ainda assim, o problema está longe de resolvido e a "montanha" para escalar é cada vez maior.
De acordo com uma análise da consultora Energy Aspects, a Europa terá um défice de 510 mil barris por dia (bpd), no quarto trimestre. A situação é totalmente distinta noutras potências, já que os EUA registam um excedente de 18 mil bpd e a Ásia-Pacífico dispõe de um excedente de 419 mil bpd. Para o terceiro trimestre, ainda em curso, não se antecipa uma alteração do cenário.
O continente europeu está, por isso, numa situação deficitária. E o preço não para de aumentar.
Jet fuel cada vez mais caro
Os preços atingiram mínimos relativos na ordem de 275,29 cêntimos de dólar por galão, no dia 18 de junho. Ora, o último preço do combustível de aviação na sessão de sexta-feira, 21 de setembro, estava nos 464,05 cêntimos de dólar por galão. Assim, o preço disparou 76% em pouco mais de três meses.