O comércio agroalimentar da União Europeia (UE) alcançou um excedente de 30,1 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um aumento de 2,9 mil milhões em relação ao ano anterior, conforme divulgado pela Comissão Europeia esta segunda-feira.
Apesar deste aumento no excedente, as exportações totais caíram 2%, atingindo 117,2 mil milhões de euros. Esta diminuição deveu-se principalmente à redução nas exportações de produtos como cacau, carne de suíno e azeite. Em particular, as exportações de azeite e azeitonas caíram 432 milhões de euros (-13%), refletindo a queda nos preços do azeite (-6%) e nos volumes exportados (-7%), especialmente para os EUA, Canadá, Austrália e Japão.
Por outro lado, houve um crescimento significativo nas exportações para alguns países. As exportações para o Egito aumentaram 22%, impulsionadas pelo trigo, enquanto as vendas para a Ucrânia cresceram 10% devido ao aumento das bebidas espirituosas. As exportações para a Turquia subiram 7%, com destaque para a carne de vitela e de vaca.
As exportações de outros produtos de origem animal registaram um aumento de 549 milhões de euros (cerca de 11%), e as bebidas espirituosas e licores subiram 470 milhões de euros.
As importações agroalimentares, por sua vez, diminuíram 3,6%, totalizando 93,4 mil milhões de euros. O valor total das importações atingiu 108,6 mil milhões de euros, uma redução de 4,5 mil milhões em termos homólogos. As importações de cacau da Costa do Marfim destacaram-se ao diminuírem 21%, e tanto Camarões quanto Nigéria registaram quedas de 46%.
Entre os produtos importados, as categorias de café, chá, cacau e especiarias caíram 4,8 mil milhões de euros (-19%), enquanto as importações de cereais e laticínios diminuíram 11% e 19%, respetivamente. Em contrapartida, as importações de fruta e frutos de casca rija subiram 587 milhões de euros (cerca de 3%), juntamente com um aumento nas importações de produtos não comestíveis para uso técnico e de margarina e outros óleos e gorduras.
O Reino Unido, Estados Unidos e Suíça mantêm-se como os principais destinos das exportações agroalimentares da UE, enquanto Brasil, Estados Unidos e Reino Unido estão no topo das importações para o bloco europeu.