

As exportações da China aumentaram 36,3% em setembro, em termos homólogos, acelerando face a agosto e aproximando o país de um novo recorde anual do excedente comercial, apesar das crescentes pressões dos parceiros comerciais, incluindo a União Europeia.
Segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Administração Geral das Alfândegas chinesa, o crescimento das exportações superou as expectativas dos economistas e acelerou face aos 25% registados em agosto.
O aumento das vendas ao exterior foi impulsionado sobretudo por produtos de alta tecnologia, incluindo semicondutores e automóveis.
As importações cresceram 31% em setembro, também em termos homólogos, acima da subida de 28,2% registada no mês anterior.
A evolução resultou num excedente comercial de 133,5 mil milhões de dólares (cerca de 119 mil milhões de euros) em setembro, contra 119,1 mil milhões de dólares (106 mil milhões de euros) em agosto.
Nos primeiros nove meses do ano, o excedente comercial acumulado da China atingiu 938 mil milhões de dólares (836 mil milhões de euros), aumentando as expectativas de que possa ultrapassar o recorde de 1,2 biliões de dólares (mais de um bilião de euros) alcançado em 2025.
O forte crescimento das exportações tem sustentado a expansão da segunda maior economia mundial, numa altura em que o consumo interno e o investimento continuam enfraquecidos pela crise prolongada do setor imobiliário.
No entanto, a resistência das exportações chinesas enfrenta desafios crescentes, alertou Ecaterina Bigos, estratega sénior de mercados da BNP Paribas Asset Management.
"Embora as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China tenham diminuído ligeiramente, os esforços da União Europeia para reequilibrar as relações comerciais visam diretamente as exportações de elevado valor acrescentado", afirmou a analista.
O aumento do excedente comercial chinês tem intensificado as preocupações dos principais parceiros económicos de Pequim quanto aos desequilíbrios comerciais e à competitividade das suas indústrias.